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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Os Judeus do Führer - Os Colaboradores (Complemento)




Este é mais um complemento da matéria Os Judeus do Führer no qual, para finalizar, mostraremos judeus que ficaram do lado dos nazistas por livre e espontânea vontade e mostrar o grau de envolvimento do Nazismo com o tal Sionismo (não o judaísmo) em si.

Mas antes, vamos falar sobre como isso começou realmente, em todos os detalhes.

Toda a relação Nazismo-Sionismo teve seu princípio com Leopold Itz, conhecido como Edler von Mildenstein, um oficial da SS de 1930 e 1940, que é lembrado como um líder do Partido Nazista que durante os anos 1930 apoiou os objetivos do sionismo. Foi conhecido também por às vezes ter trabalhado como escritor e usar o pseudônimo LIM (suas iniciais). Ele foi ocasionalmente chamado em inglês de “barão”, embora sua posição Edler significava "nobre" e não tem um equivalente exato na língua inglesa, embora o equivalente mais próximo da língua seja “escudeiro” (esquire).

Leopold Von Mildenstein (à direita) oficial da SS à executivo da Coca-Cola 

Nascido em Praga, então parte do Império Austro-Húngaro, Mildenstein pertencia ao nível mais baixo da nobreza austríaca e foi criado como um católico romano. Após estudar engenharia, ele entrou para o Partido Nazista em 1929, recebendo o número de membro 106.678. Em 1932 ele se juntou à SS, tornando-se um dos primeiros austríacos a sê-lo. De acordo com seu ex-colega da SS, Dieter Wisliceny, a partir da Primeira Guerra Mundial até 1935 Mildenstein visitou o Oriente Médio, incluindo a Palestina, várias vezes.

Mildenstein tomou um interesse precoce no sionismo, mesmo indo tão longe a ponto de assistir a conferências sionistas para ajudar a aprofundar a sua compreensão sobre o movimento. E seu conhecimento se deu porque existia alguns sionistas que fizeram movimentos que tinham crescido muito em popularidade entre os judeus alemães desde Hitler chegou ao poder. Ele promoveu ativamente o sionismo como uma desculpa para sair do impasse oficial sobre a questão judaica: como uma forma de tornar a Alemanha purificada de judeus. Em 7 de abril de 1933, o Juedische Rundschau, que era um jornal bissemanal do movimento sionista declarou que de todos os grupos judeus apenas a Federação Sionista da Alemanha, da qual Mildenstein estava ligado, foi capaz de se aproximar dos nazistas de boa-fé como "parceiros honestos”. A Federação então encomendado Kurt Tuchler para fazer contato com possíveis simpatizantes sionistas dentro do Partido Nazista, com o objetivo de facilitar a emigração para a Palestina, e ele se aproximou de Mildenstein que foi convidado a escrever algo de positivo sobre a Palestina judaica na imprensa. Mildenstein concordou, desde que ele seja autorizado a visitar o país em pessoa, com Tuchler como seu guia o que acabou acontecendo indo com suas respectivas esposas.

Kurt Tuchler posteriormente

O interessante é que Mildenstein chegou a escrever uma série de artigos (além de outros posteriormente) no Der Angriff, o jornal nazista de Berlim fundada por Goebbels em 1927. 

Mildenstein, se tornou um grande entusiasta do sionismo a ponto de até mesmo começar a estudar hebraico.

Após seu retorno de uma segunda viagem a Palestina que durou seis meses, Mildenstein sugeriu a seguinte desculpa para alcançar seus objetivos de que a solução para o problema judeu estava em migração em massa para a Palestina que acabou sendo aceita por seus superiores dentro da SS. De agosto de 1934 a junho 1936 Mildenstein foi colocado no comando da mesa judaica com o título de Judenreferent (Oficial de Assuntos judaica) na sede da Sicherheitsdienst ou SD (Serviço de Segurança) da SS, Seção II/112. Em seu título significava também que ele era responsável pela elaboração de relatórios sobre "Assuntos Judeus", sob o comando geral de Reinhard Heydrich.

Foto colorida de Reinhard Heydrich membro da temida SS e líder da SD 

Durante esses anos de Mildenstein foi favorecida uma política de incentivo a população judaica da Alemanha para emigrarem para a Palestina, e na prossecução desta política, ele obteve contatos positivos desenvolvidos com organizações sionistas. Oficiais da SS foram ainda instruídos a incentivar as atividades dos sionistas dentro da comunidade judaica, que eram favorecidos embora enganosamente instruídos por se dizer que eles eram o verdadeiro perigo para o nacional-socialismo. Até as Leis de Nuremberg antissemitas de setembro 1935 tinha uma provisão sionista especial, permitindo que os judeus a hastear a sua própria bandeira.

Adolf Eichmann, que foi um dos organizadores mais significativos do Holocausto, acredita que a sua grande chance veio em 1934, quando ele teve um encontro com Mildenstein e foi convidado a integrar no departamento deste. Eichmann também afirmou que Mildenstein rejeitou o descarado e vulgar antissemitismo de Julius Srtreicher. Logo após sua chegada na seção Mildenstein chegou até a dar a Eichmann um livro sobre o judaísmo escrito por um líder judeu de Viena chamado Adolf Boehm.

Entre 09 de setembro e 09 de outubro de 1934 o jornal Der Angriff publicou uma série de doze artigos pró-sionistas feitos por Mildenstein sob o título “Um nazista vai à Palestina”. Em honra a sua visita, o jornal emitiu um medalhão comemorativo*.

Chegou a haver, no verão de 1935, em Lucerna, Suíça, um congresso, o chamado 19 º Congresso da Organização Sionista na qual, Mildenstein segurando o posto de SS-Untersturmführer (equivalente à segundo-tenente das organizações militares nazistas), participou como observador ligado à delegação judaica alemã. 

Sua carreira no departamento começou a cair quando foi acusado de que a migração para a Palestina não estava indo em um ritmo rápido o suficiente. Após sair, mesmo durante a agitação causada pela Segunda Guerra Mundial à Alemanha, em meio a tudo isso, Mildenstein continuou a escrever artigos de propaganda e livros pró-sionistas.

O próprio Eichmann mencionou Mildenstein como "o especialista em assuntos judaicos". Com certeza dentro do Reich alemão!

Após a Segunda Guerra Mundial, Mildenstein simplesmente continuou a viver na Alemanha Ocidental, onde se juntou ao Partido Democrático Livre e foi eleito para o Comitê de Imprensa. Em 1956, ele foi para o Egito a pedido de Gamal Abder Nasser para trabalhar na estação de rádio chamada "Voz dos Árabes" e, após a captura de Adolf Eichmann em 1960, ele alegou imunidade como um agente de inteligência da Agência Central de Inteligência ou CIA, uma reivindicação que foi não confirmada nem negada. Nada mais se ouviu falar dele depois de 1964, quando ele publicou um livro sobre cocktails. 

Trabalhou também como assessor de imprensa para a Coca-Cola na Alemanha Ocidental.


Agora, com tudo isso já feito dentro do próprio Reich, vamos ver e conhecer primeiro outros, que apoiaram Hitler, mesmo sendo judeus:

ALEMANHA



Stephanie Julianne von Hohenlohe 



Nascida Stephany Julienne Richter era de mãe judia (embora a escritora Martha Schad Richter diz que era filha ilegítima dos dois pais judeus) se tornou notável por ter sido uma espiã para a Alemanha nazista durante a década de 1930 na Grã-Bretanha e na Europa. 

Era membra de uma família principesca alemã pelo casamento (foi casada com o Arquiduque Franz Salvator da Áustria divorciando-se em 1920), mas foi suficiente para mantê-la entre a elite. 


Retrato do arquiduque Francisco Salvador da Áustria 
com quem Stephanie teve um filho

Ela acabou desenvolvendo estreitas relações entre a hierarquia nazista, incluindo o próprio Adolf Hitler. Também chegou a desenvolver relações influentes também fora da Alemanha, como a com Harold Sidney Harmsworth, 1º Visconde de Rothermere, que era um admirador de Hitler, com quem também teve um relacionamento, promoveu o apoio britânico para a Alemanha, enquanto vivia em Londres desde 1932. 


Harold Harmsworth - 1º Visconde de Rothermere





Na Inglaterra, a princesa Stephanie agiu como uma mensageira, passando mensagens secretas entre os homens britânicos do alto escalão que simpatizavam com o regime nazista. Ele se envolveu também com Joachim von Ribbentrop. Somente levantou suspeitas de ser espiã pelos britânicos, franceses e americanos. Chegou a ser premiada com a Medalha de Ouro do Partido Nazista por seus serviços na década de 1930. Chegou a fugir para os Estados Unidos (San Francisco) em 1939. Foi presa pelo FBI após o ataque de Pearl Harbor. Forneceu informações para o Escritório de Serviços Estratégicos americano. Em maio de 1945 obteve a liberdade condicional e voltou para a Alemanha, onde cultivou conexões influentes na sociedade alemã do pós-guerra tranquilamente. 

Tinha amizade com Herman Göring e Heinrich Himmler que declarou-a uma “ariana honorária”. Hitler chamava-a de sua “querida princesa”. Em 1938, O MI6, serviço de inteligência britânica disse sobre ela: “Ela é frequentemente convocada pelo Führer que aprecia a sua inteligência e bons conselhos. Ela é, talvez, a única mulher que pode exercer qualquer influência sobre ele”.


Stephanie também foi encarregada pelo governo para criar um perfil psicológico de seu ex-amigo, Adolf Hitler, ajudando a criar a análise da personalidade dele em 1943.

Hitler's Spy Princess - The Extraordinary Life of Stephanie von Hohenlohe (A Princesa Espiã de Hitler - A Vida Extraordinária de Stephanie von Hohenlohe), de Martha Scahd, que conta a sua vida 



Stella (Kübler-Isaacksohn) Goldschlag 

Esta foi bem notória. Foi uma judia alemã que se formou em designer de moda que colaborou com a Gestapo durante a Segunda Guerra expondo e denunciando os judeus subterrâneos de Berlim. Era casada com um músico judeu, Manfred Kübler que conheceu quando ambos estavam trabalhando como trabalhadores forçados em uma fábrica de guerra em Berlim. Por volta de 1942, quando o grande programa de deportação dos judeus de Berlim para campos de extermínio começou, ela desapareceu no subsolo, usando documentos falsos passando-se como uma não-judeu - devido a sua aparência "ariana" de olhos azuis, classicamente bela e loira de cabelos. 

Na primavera de 1943, ela e seus pais foram presos pelos nazistas. Kübler foi submetido a tortura. A fim de evitar a deportação de si mesma e de seus pais, ela concordou em se tornar uma “apanhadora” (em alemão: Greiferin) para a Gestapo, caçando judeus como não-judeus escondidos [referido como "U-Boats", em alemão
: U-Boot (palavra em alemão que se refere a submarinos)]. Foi prometido a ela um salário de 300 Reickmarks para cada judeu que ela traísse. Ela começou por Berlim no qual ela estava bem familiarizada com um grande número de judeus de seus anos na escola judaica segregada. Foi muito bem sucedida em encontrar seus ex-colegas de escola e entregando suas informações para a Gestapo, enquanto posava como uma U-Boat.

Os dados sobre o número de suas vítimas variam de acordo com diferentes fontes de informação. Varia entre 600 a 3.000 judeus. O carisma de Stella Kübler e sua marcante boa aparência se tornaram a sua grande vantagem em sua perseguição de judeus subterrâneos. Os nazistas a chamavam de "veneno loiro".

Apesar de sua colaboração, os nazistas finalmente quebraram sua promessa de poupar a vida de seus pais. Eles foram deportados para o campo de concentração de Theresienstadt (também conhecido como Gueto de Theresienstadt) onde foram mortos. O marido dela, Manfred, foi deportado em 1943 para Auschwitz, juntamente com sua família. Mesmo com tudo isso, ela continuou seu trabalho para a Gestapo até março de 1945. Durante esse tempo, ela conheceu e acabou se casando novamente. Desta vez com o que se tornou seu segundo marido, Rolf Isaaksohn, também um colaborador e companheiro Greifer judaico.

No final da guerra, ela passou a se esconder, mas foi encontrada e presa pelos soviéticos em outubro de 1945 e condenada a dez anos no campo de detenção. Depois ela mudou-se para Berlim Ocidental (capitalista). Lá, ela foi novamente julgada e condenada a dez anos de prisão novamente. Mas, desta vez, ela não cumpriu por causa do tempo que já havia passado na prisão soviética.

Após a guerra, Kübler converteu-se ao cristianismo e se tornou uma "aberta antissemita" (também chamada de judeu auto-odiado - termo usado para designar uma pessoa judia segura de suas crenças antissemitas ou que se engaja em ações antissemitas).

Stella Kübler além de Manfred Kübler e Rof Isaaksohn, ela se casou mais três vezes (um total de cinco vezes), dos quais, após a guerra, ela se casou com três não-judeus, começando com Friedheim Schellenberg. Seu último marido morreu em 1984.

Kübler cometeu suicídio em 1994 ao atirar-se para fora da janela de seu apartamento em Berlim. Stella teve uma filha, Yvonne, que foi tirada dela e que imigrou para Israel.




Imagem: a biografia de Stella escrita por Peter Wyden, que 

inclui uma foto de sua filha quando pequena, Yvonne

POLÔNIA  



Chaim Mordechai Rumkowski

Foi um judeu polonês e empresário que foi apontado como um cabeça nomeado da Ältestenrat [em alemão Judenälteste ("Conselho de Anciãos”)] pelos nazistas ou autoridade judia do gueto de Łódź. Neste cargo eles atuavam como um tipo de governo local do gueto. E esses líderes serviam como pontes entre os nazistas e a população do gueto. Ele tinha a responsabilidade direta de fornecer calor, trabalho, alimentação, moradia e serviços de saúde e de bem-estar para a população do gueto, além de fornecer ao regime nazista judeus para o trabalho escravo e confisco de bens (quando confiscava propriedades e empresas mesmo que ainda estavam sendo geridos pelos proprietários particulares, admitiu ser um "comunista e um fascista”, para justificar o que fazia para os nazistas). Ele acumulou poder no gueto que organizou como um local industrial, embora tenha realizado grandes melhorias nele também, sob o pretexto de que a produtividade seria a chave para a sobrevivência judaica, com isso, ele incentivava, e muito, o trabalho [dizem que foi influenciado pela frase "Arbeit macht Frei” (“O Trabalho liberta”) encontrado na entrada de vários campos de concentração]. Mostrava também rigidez em sua administração. 


Quando o rabinato foi dissolvido, Rumkowski realizava os casamentos. O apelido do dinheiro do gueto ou alforje, chamado ersatz (significado do alemão: substituto), foi apelidado de Rumki, e às vezes Chaimki, derivado de seu nome, e seu rosto foi colocado sobre os selos postais do gueto para se ter uma ideia do seu poder sobre ele dada pelos nazistas. Embora muitos o consideram um colaborador dos nazistas e traidor, alguns têm reavaliado e dizem que ele deu a mais pessoas de Łódź a chance de sobreviver. E isso se dá mais ainda porque há testemunhos de sobreviventes tanto a favor como contra ele.

Rumkowski e sua família foram assassinados em 28 de agosto de 1944. Um amigo da família (que em 1944 era um residente adolescente do gueto) sugere que prisioneiros judeus podem tê-los assassinado.

Adam Czerniaków 

Era um engenheiro e senador polonês, também judeu, que foi chefe do Judenrat do gueto de Varsóvia (tornando-se chefe em 4 de outubro de 1939, poucos dias após a rendição da cidade para os nazistas) responsável pela implementação das ordens nazistas no gueto judeu. 

Em 22 de julho de 1942, o Judenrat recebeu instruções da SS que todos os judeus de Varsóvia eram para ser "reassentados" para o Oriente. As exceções foram feitas para os judeus que trabalham em fábricas alemãs nazistas, funcionários do hospital judaico, membros do Judenrat com as suas famílias e os membros da Polícia do Gueto Judeu com suas famílias. Ao longo do dia, Czerniaków foi capaz de obter isenções para um punhado de pessoas, incluindo trabalhadores do saneamento, maridos de mulheres que trabalham em fábricas e alguns alunos do ensino profissional. Somente não conseguiu, apesar de toda a sua súplica, capaz de obter uma isenção para os órfãos do orfanato do professor Janusz Korczak. 

Professor Janusz Korczak (conhecido também 
como Velho Doutor ou o Senhor Doutor) - responsável 
pelo orfanato do gueto

As ordens afirmavam ainda que as deportações começariam imediatamente a uma taxa de 6.000 pessoas por dia, que foi arredondado pela Polícia Gueto Judeu e que deveria ser fornecido pelo Judenrat. O não cumprimento resultará na execução imediata de uma centena de reféns, incluindo funcionários do Judenrat e própria esposa de Czerniaków. Ao ver aonde chegou a sua colaboração, Czerniaków voltou para o seu escritório, pegou uma das cápsulas de cianeto que havia mantido para tal ocasião, deixou uma nota de suicídio de sua esposa e outra para seus companheiros do Judenrat. Ele cometeu suicídio no gueto no dia 23 de julho 1942 por engolir uma pílula de cianeto, um dia após o início este extermínio em massa de judeus que ficou posteriormente conhecido como o Grossaktion (Ação Larga) de Varsóvia

Foi sucedido por seu vice Marek Lichtenbaum.

Czerniaków manteve um diário no qual escrevia os acontecimentos presenciados por ele no gueto do 6 de setembro de 1939 até o dia de sua morte, quando comandava tal. Foi preservado pela sua esposa Niunia (dra. Felicja Czerniaków) e publicado em 1979 e depois traduzido para o Inglês.

Existe um documentário sobre o gueto de Varsóvia baseado em seu diário chamado A Film Unfinished (Um Filme Inacabado) e um filme da Warner Bros de 2001 chamado Uprising (Revolta) na qual o ator Donald Sutherland interpreta Adam Czerniaków.

Capas do filme (esq.) e documentário (dir.) que retrata os 
eventos vivenciados por Adam Czerniaków nos quais registrou em seu diário

Józef Andrzej Szerynski e Jakub Lejkin

Foto mostra Jósef Szerynski (que está de costas) recebendo 
um relatório de Jakub Lejkin em maio de 1041

Józef Andrzej Szerynski foi um coronel inspetor da polícia para o distrito de Lublin e, mais tarde, durante a Segunda Guerra, um comandante da Polícia do Gueto Judeu. Embora, nascido em uma família judia, portanto judeu, ele mudou seu nome e desenvolveu uma atitude antissemita mesmo assim. Após a Invasão da Polônia, ele foi preso, mas logo foi liberado. Ele viajou para Varsóvia com sua família e estabeleceu-se no gueto de lá. Lá, em 9 de novembro de 1940, foi confiada a ele, através de Adam Czerniaków a organização da Polícia do Gueto Judeu - uma força “quase-polícial” para colaborar com os alemães. Quando em atividade sob seu comando no gueto, foi responsável por agressões e perseguição dos habitantes do gueto, participação nas buscas e apreensões e recolhimento dos deportados para serem enviados para campos de extermínio. Sob as ordens do Szerynski a Polícia judaica crianças e doentes foram os primeiros a ser deportados por serem os mais fracos e “inúteis” para as atividades obrigatórias dadas ao gueto. 

Como o comandante da Polícia Judaica, Szerynski era um habitante privilegiado do Gueto. E ficou isento da obrigação de usar uma braçadeira com a Estrela de David. Ele foi amplamente considerado corrupto e de engajar-se no mercado negro. Em 1 de maio 1942, os alemães prenderam Szerynski acusando de roubo de casacos de pele confiscados da população do gueto. Seu vice (Jakub Lejkin) assumiu temporariamente o seu lugar como o comandante da polícia. No entanto, Szerynski foi posto em liberdade em 26 de julho 1942 quando os alemães perceberam que precisavam de seus serviços para organizar as deportações em massa de judeus do gueto para campo de extermínio de Treblinka que foi realizado entre 23 de julho e 21 de setembro de 1942. 

Em agosto de 1942, Szerynski foi até mesmo alvo da Organização Judaica de Combate de tão nazista que era: sobreviveu a um atentado ao ser baleado duas vezes em uma tentativa de assassinato realizada por um membro da polícia judaica, Yisrael Kanal (conhecido como "Akiba"), que estava trabalhando para ela. 

Em 18 de janeiro de 1943, as forças alemãs entraram no gueto para realizar a segunda grande operação de deportação e, eventualmente, enviou todos os restantes habitantes do gueto para os campos de extermínio. Poucos dias depois das deportações, Szerynski cometeu suicídio ingerindo cianureto. 

Já Jakub Lejkin que foi designado vice comandante de Józef Szerynski e subordinado pelos alemães para cooperar coma Polícia Judaica do Gueto de Varsóvia, era um advogado polaco de origem judaica. Foi comandante do gueto de maio a julho de 1942 após a parada temporária de Józef Szerynski. 

Lejkin serviu em um papel de liderança na deportação de judeus locais para os campos de extermínio e era conhecido por sua brutalidade especial. Antes da guerra. 

Em 29 de outubro de 1942, às 18h10, ele foi assassinado pela Organização Judaica de Combate. Ele foi baleado no caminho de volta para casa a partir do comando. 

Foi a primeira execução realizada pela Organização Judaica de combate.


Abraham Gancwajch 


Foi um proeminente judeu colaborador nazista no gueto de Varsóvia e um "chefão" do submundo do gueto.

Foi um jornalista que chegou a ir para Viena, Áustria. Mas foi expulso e voltou para a Polônia. Lá, antes da guerra, foi um professor e um jornalista sionista conhecido por sua postura antinazista além de ser conhecido como um excelente orador. 
Foi também um líder do Hashomer Hatzair (movimento socialista-sionista juvenil). 

Após a invasão alemã na Polônia, ele apareceu em Varsóvia como um refugiado de Łódź e como uma pessoa com ligações com o Sicherheitsdienst (Serviço de Segurança em português, melhor conhecida por SD, e era o setor primário do serviço de inteligência tanto da Schutzstaffel como do NSDAP) e tornou-se um colaborador nazista. 

Em dezembro de 1940, ele fundou o Grupo 13 (uma rede judia colaboracionista com os nazistas no gueto de Varsóvia que foi descrito por muitos como “Gestapo judaica”. Gancwajch acreditava que os alemães venceriam a guerra e os judeus tinham de servir os alemães se houvesse qualquer esperança de sobrevivência, e pregou a colaboração com os conquistadores alemães. Ele também foi um defensor da criação de um lugar autônomo de instalação de judeus, sob a proteção do Terceiro Reich em um dos países estrangeiros.

Segundo Adam Czerniaków, a quem Gancwajch tentou usurpar como o chefe do Judenrat, o mencionou em seu diário como "desprezível, criatura feia". Já Janusz Korczak, o professor que dirigia um orfanato no gueto, quando perguntado por que ele estava lidando com, ele respondeu: "Eu vou ver o próprio diabo para salvar os meus filhos". É tanto que, no gueto, ele viveu uma vida luxuosa, coletando somas pesadas dos outros por vários meios. Embora, por outro lado, a fim de manter as aparências, ele tenha ajudado pobres e artistas, em todas as suas iniciativas se tornou corrompido. Por exemplo, ele montou um hospital com ambulâncias, mas rapidamente a rede foi utilizada principalmente para contrabando do Grupo 13. No momento em que se tornou uma rede de extorsão somente serviu para combater o mercado negro no gueto. 

Depois que a maioria dos membros do Grupo 13 foi eliminada pelos alemães em 1942, Gancwajch apareceu fora do gueto, no lado ariano, em Varsóvia onde ele e outros membros de seu grupo, fingindo ser combatentes subterrâneos judaicos, estavam caçando esconderijos poloneses ou apoio dos judeus. Ele também foi o líder do infame Żagiew ("A Tocha"), também conhecido como Zydowska Gwardia Wolności [em polonês: "Guarda da Liberdade Judia"), um grupo de agentes provocadores colaboracionista com os nazistas na Polônia ocupada, fundada e patrocinada pelo Gestapo e que tinha-o como líder. Ele também é conhecido por ter tentado sabotar as tentativas do Levante do Gueto de Varsóvia. A Organização Judaica de Combate condenou à morte, mas nunca foram capazes de executá-lo. 

Seu destino ainda permanece desconhecido até os dias de hoje. De acordo com um registro, ele foi morto junto com sua família em Pawiak, em Varsóvia, talvez em torno de início da primavera de 1943. 

Embora, com tudo, ainda existem pessoas que o vejam como uma pessoa que estava tentando enganar os alemães para ajudar os judeus, há outros que o veem como traidor. 

A pesquisa moderna conclui unanimemente que ele era um colaborador motivado por interesses ideológicos e pessoais.



Alfred Nossig 

Os soldados de Hitler também pôde contar com a ajuda deste escritor polonês que, após a invasão alemã nazista da Polônia, cooperou com a Abwehr enquanto vivia no gueto de Varsóvia fornecendo relatórios regulares para os nazistas durante a deportação de judeus residentes para campos de concentração. 

Como resultado desta atividade, o grupo de resistência subterrâneo chamado Organização de Combate Judaica (polonês: Zydowska Organizacja Bojowa), marcou a sua execução e ele foi morto a tiros em 22 de fevereiro de 1943.


ROMÊNIA


Henric Ştefan Streitman 


Foi um judeu, que converteu a ortodoxia romena voltando posteriormente ao judaísmo em 1941. Era jornalista, tradutor e figura política romena que foi do socialismo para o fascismo. Também era físico, químico, filósofo, comentarista social e editor erudito. Envolveu-se em vários debates culturais e políticos, de 1889 a época de sua morte, o que o tornou famoso.

Logo após a Primeira Guerra Mundial, deixou o socialismo e se tornou anticomunista. Mesmo sofrendo com a ascensão do antissemitismo (como a maioria dos judeus romenos que viveram antes de 1920, Streitman foi, provavelmente, não-emancipado e inelegível para a cidadania romena, recebendo-a somente mais tarde), Streitman virou, mesmo assim, um colaboracionista nazista durante a Segunda Guerra Mundial tornando-se presidente da Escritório Central Judaico (exerceu o poder entre fevereiro e dezembro de 1942). No entanto, o seu escritório era cerimonial, com muitas de suas funções suplantado pelo líder executivo Nandor Gingold, outro judeu, que o substituiu depois. Gingold, por sua vez, justificava sua própria conformidade por notar que a resistência às demandas nazistas traria destruição imediata sobre os judeus romenos. 

Provavelmente a nomeação de Streitman pelo Escritório Central se deu graças ao seu bom relacionamento com todos os lados do espectro político e, sobretudo, à sua amizade com o amigo do ditador romeno Ion Antonescu, Veturia Goga, embora outros devam a um enviado especial alemão, Gustav Richter, que também aprovou a proposta de Streitman de pôr Lazar Halberthal [ex-Macabi Bucureşti (atleta de um clube esportista que representava a comunidade judaica na Romênia, conhecida hoje como Ciocanul) para a presidência da Comunidade Judaica de Bucareste. 

Seu envolvimento com o fascismo começou quando se tornou um agente de eleição para o Partido Nacional-Cristão (Partidul Naţional Crestin - PNC) - união do Partido Nacional Agrário (Partidul Naţional Agrar), fundado pelo poeta Octavian Goga e a Liga de Defesa Nacional-Cristã (Liga Apărării Național Creștine), fundada por sua vez por Alexandru C. Cuza (conhecido somente por A.C. Cuza) - notoriamente antissemita e com tendências fascistas.


Manifesto da Liga de Defesa Nacional-Cristã (uma das quais fundou o PNC) de 1928, publicado sob o logotipo da suástica, descrevendo a sua hostilidade para com "os kikes" e os "romenos judaizados". 
Já mostrava a tendência nazista




Bandeira do Partido Nacional-Cristão e um cartaz 
político do partido no qual mostra o imaginário antissemita 
do partido

De acordo com o cientista político Manus I. Midlarsky, o PNC era ideologicamente próximo ao mais poderoso partido fascista chamado Guarda de Ferro, que tomaria o poder 45 dias depois do partido ter entrado no poder a pedido de Carol II da Romênia. 

Apesar de trabalhar dentro do PNA (Partido Nacional Agrário) e fazer amizade com os fascistas, Streitman ainda ajudou com causas de esquerda. Foi contra qualquer resistência judaica contra os nazistas, o que lhe rendeu a alcunha de traidor. Streitman foi internado no Târgu Jiu (acampamento para prisioneiros políticos).

Sobreviveu à guerra por alguns anos e, os últimos anos de Streitman foram marcados pelo seu retorno ao ativismo, mas desta vez como um revisionista sionista que trabalhava para um reassentamento judaico maciço na Palestina britânica. Ao contrário de Gingold que, junto com outro, Vasile Isăceanu (tenente do pogrom romeno de Dorohoi), receberam sentenças de prisão perpétua. Nunca foi levado perante aos Tribunais Popular romeno fazendo com que ele sobrevivesse ao estabelecimento do regime comunista em 1947.

Apesar de ser judeu, era antissionista. Mas, mesmo assim, os comunistas preferiram ignorá-lo e suas posições políticas. 


Seria este posicionamento, o anti-sionismo, o principal motivo que o levou para os lado fasci-nazista? Se sim, porque promoveu o reassentamento judaico na Palestina?


HUNGRIA


Ignatius Timothy Trebitsch-Lincoln



Trebitsch (esq.) em 1915 quando estava envolvido pela primeira vez com 
os alemães e (dir.) já como monge budista, nesta 
época trabalhando ao mesmo tempo para os 
alemães nazistas e japonês imperialistas (fascistas)  


Seu nome húngaro: Trebitsch-Lincoln Ignác(z), alemão: Ignaz Thimoteus Trebitzsch. Era um húngaro aventureiro e vigarista criminoso de descendência judia ortodoxa. Passou parte de sua vida como um missionário protestante, sacerdote anglicano. Chegou a ser também membro do parlamento britânico para Darlington, político de direita e espião alemão como colaborador nazista e, por fim, se tornou abade budista na China.

Ele se envolveu nas duas guerras mundiais com os alemães.

Seu envolvimento primeiro envolvimento com os alemães. Com o Nazismo se deu logo após os anos que antecederam a eclosão da Primeira Guerra Mundial. Nesta época ele estava envolvido em uma variedade de empreendimentos comerciais que falharam, vivendo por um tempo em Bucareste, na esperança de ganhar dinheiro na indústria do petróleo. De volta a Londres e sem dinheiro, ele ofereceu seus serviços ao governo britânico como um espião. Quando ele foi rejeitado, ele foi para a Holanda e fez contato com os alemães que acabou empregando-o como um agente duplo.

Após muitas desventuras como espião chegou a querer vender sua história para a New York World Magazine, que publicou a manchete sob o título Revelation of ITT Lincoln, Former Member of Parliament Who Became a Spy (Revelação de ITT Lincoln, Ex-membro do Parlamento que se tornou um Espião). Também publicou um livro intitulado Revelations of an International Spy (Revelações de um Espião Internacional publicado por Robert M. McBride, em Nova York, em 1916. Na Inglaterra, acabou pegando três anos de prisão, não sob a acusação de espionagem, mas por fraude, que era muito mais conveniente para as circunstâncias. Depois foi liberado e deportado em 1919.

O seu segundo envolvimento com os alemães se deu quando trabalhou, pouco a pouco, para a borda militarista conservadora na República de Weimar e conheceu Wolfgang Kapp e Erich Ludendorff, entre outros e em 1920, seguindo o Kapp Putsch (uma tentativa de golpe em março 1920 destinada a desfazer os resultados da revolução alemã de 1918-1919 e derrubar a República de Weimar e estabelecer um governo autocrático militar), foi nomeado censor imprensa para o novo governo. Nesta função, ele acabou conhecendo Adolf Hitler, que veio de Munique um dia antes do colapso do golpe.

Com a queda do Kapp, Trebitsch fugiu para o sul a partir de Munique, ligando-se, ao longo do caminho, com toda uma variedade de facções políticas marginais. Depois de confiado arquivos da organização, ele prontamente vendia as informações para os serviços secretos de vários governos. Foi pego, julgado e absolvido de uma acusação de alta traição na Áustria acabando por ser deportado novamente.

Depois fugiu para a China. Chegou a trabalhar para três senhores da Era dos Senhores da Guera da China. Lá, supostamente após uma experiência mística no final de 1920, Trebitsch converteu ao budismo tornando-se um monge conseguindo posteriormente subir ao posto de abade em 1931 estabelecendo seu próprio mosteiro e Xangai. Todos os iniciados eram obrigados a entregar as suas posses para ele (chamado de Abbot Chao Kung ou Zhao Kong). Também passava seu tempo seduzindo freiras.

Em 1937, ele transferiu sua lealdade para o Império do Japão produzindo propaganda anti-britânica em seu nome. Fontes chinesas dizem o contrário, que ele escreveu numerosas cartas e artigos para a imprensa europeia, condenando a agressão imperial japonesa na China. Após a eclosão da Segunda Guerra Mundial ele também fez contato com os nazistas, oferecendo para levantar todos os budistas do Oriente contra qualquer influência britânica restante na área. O chefe da Gestapo no Extremo Oriente, o coronel da SS Josef Meisinger, pediu para o regime atenção para tal. Ele sequer foi sugerido para ser autorizado a acompanhar os agentes alemães para o Tibete para implementar o esquema dado por ele.


Mesmo com Heinrich Himmler e Rudolf Hess estar entusiasmado com ele, Hitler pôs fim a todos os regimes pseudo-místico. Mesmo assim, Trebitsch continuou seu trabalho para os serviços de segurança alemães e japoneses em Xangai até sua morte em 1943.



Nesta foto, que foi tirada em 1933 em Nuremberg, na qual mostra Adolf Hitler e Julius Streicher entre outros, muitos dizem que o indivíduo que aparece entre os dois (em destaque) é nada mais e nada menos que Ignatius Trebitsch, quando usava outro pseudônimo falso, o de Moses Pinkeles. Nesta época, tentava se engajar no meio nazista por financiar o jornal [o chamado Völkischer Beobachter ("Observador Étnico" - jornal do Partido Nazista)] e o Partido de Hitler



Este envolvimento diretamente com o Nazismo de judeus torna tudo isso muito estranho e confuso.

O surgimento destes confusos judeus auto-odiado tanto na Alemanha como fora dela, possivelmente se deu a existência de um acordo conhecido por poucas pessoas mas que mostra a estreita relação que existia entre o Partido Nazista e o Sionismo e que mostra de maneira também, bem clara e evidente, sem nenhuma dúvida em seu meio, o jogo de interesses tampado pelo Holocausto e que os judeus perseguidos no Reich nazista eram compostos somente dos que não quiseram cooperar com eles. 


Agora vocês saberão. 

ACORDO HAAVARA

Do hebraico הסכם העברה (Heskem Haavara) ou Ha'avarah ("Acordo de Transferência"), foi um acordo (judeu-nazista) assinado em 25 de agosto de 1933, após três meses de discussões, entre a Federação Sionista da Alemanha (Zionistische Vereinigung für Deutschland ou ZvFd) e o banco Anglo-Palestino (visto que a Palestina era de domínio britânico na época), agindo sob as ordens da Agência Judaica (ou Agência Judaica para a Terra de Israel) e as autoridades econômicas da Alemanha nazista. 

O acordo foi projetado para facilitar e incentivar a emigração de judeus alemães para a Palestina. 

Funcionava da seguinte forma: o emigrante pagava um certo montante de dinheiro a uma empresa de colonização sionista e recuperava os valores pagos na forma de exportações alemãs para a Palestina. Além disso, os migrantes judeus também podiam levar consigo uma certa quantia em dinheiro, em geral equivalente a 1.000 libras esterlinas - e em alguns casos especiais, até 2.000 libras.

Hitler criticou o acordo, mas logo inverteu a sua opinião e continuou a apoiá-lo, mesmo diante de oposição até seu fim em 1939.


Começando por usar uma empresa judia (sionista) de cítricos, chamada Hanotea, ela deveria captar dinheiro dos potenciais emigrantes, e esse dinheiro deveria ser usado posteriormente, já na Palestina, para comprar produtos alemães. Os produtos eram despachados juntamente com os emigrantes que seriam comprados depois lá por importadores já instalados na Palestina. Assim, quando chegavam ao destino, os migrantes recuperavam seu dinheiro. 

Conectado à Hanotea havia um judeu sionista polonês chamado Sam Cohen que representou os interesses sionistas em negociação direta com os nazistas a partir de março de 1933.

Em maio de 1933, a Hanotea solicitou ao governo alemão permissão para transferir dinheiro da Alemanha para a Palestina. Foi nesse arranjo, que foi operado com êxito, que abriu o caminho para o posterior Acordo de Haavara.

O chefe da divisão do Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores Werner Otto von Hentig tornou possível a continuidade e surgimento do Acordo chegando até a convencer Hitler dos benefícios de tal. Inicialmente Hitler criticou o acordo, mas logo inverteu a sua opinião e continuou a apoiá-lo, mesmo diante de oposição, até seu fim 1939.



Werner Otto von Hentig

E é partir de 1933 que vai mostrar até que grau estava a ligação nazi-sionista. 

Organizações judaicas, sindicatos e partidos comunistas apoiaram uma tentativa internacional de boicotar os produtos da Alemanha, em razão de suas leis racistas e de suas políticas opressivas. Todavia, enquanto apoiavam o boicote, produtos alemães eram normalmente exportados para a Palestina, através do esquema de Haavara. E toda esta transação dos dirigentes sionistas com os nazistas está amplamente documentada e que o exemplo mais revelador foi o de Rudolf Kastner, vice-presidente da organização sionista que negociou com Eichmann.

Judeu húngaro Rudolf Israel Kastner (também conhecido como 
Rezső Kasztner) - negociou com nazistas e depois 
foi "rotulado" de herói que salvou judeus

Em 1935, foi criada uma outra empresa, como nome Haavara (baseado no nome do Acordo), com as mesmas finalidades idênticas às da Hanotea, para continuar as negociações do acordo firmado com o governo alemão. Além dela surgiu também a Paltreu, uma Schwestergesellschaft (afiliada), isto é, uma empresa afiliada à Haavara, através da qual o dinheiro era pago em marcos, e posteriormente recuperado no escritório da Haavara em Tel Aviv.

No mesmo ano a Gestapo expediu uma circular à polícia alemã dizendo que os sionistas não deveriam ser tratados com o mesmo rigor que os demais judeus. Que dirigentes sionistas romperam o boicote antifascista mundial contra Hitler através das companhias Haavara e Paltreu, cujo empreendimento teve a participação de futuras autoridades de Israel como Ben Gurión, Moshé Sharret (ou Moshé Shertok), Golda Meir e Levi Eshkol. Ocorridos que são até hoje ocultados principalmente após o estabelecimento do estado de Israel.

Na Alemanha, o acordo funcionou regularmente até pelo menos até 1939 (embora alguns afirmem até 1938) e era conhecido como “Kapitaltransfer nach Palaestina” (alemão: "Transferência de Capital para a Palestina"). Com tal, foram transferidos cerca de 139,5 milhões de marcos (Reichsmark) em bens de consumo, máquinas, fertilizante, entre outros da Alemanha Nazista para a Palestina. Através deste acordo, além de permitir a saída de judeus (sionistas) da Alemanha e ter possibilitado a saída e recuperação de boa parte dos valores dos ativos de que estes judeus dispunham na Alemanha e tinham levado consigo para a Palestina, sem ter nenhum problema podendo, com isso, usar estes recursos para poder lançar as bases da infraestrutura da qual faria surgir o estado de Israel, ajudaram também a haver uma grande leva de produtos alemães para lá. Ou seja, ambos os lados saíram ganhando.

Sim, isso fez também com que saíssem elogios à ascensão de Hitler, que eram comuns durante os anos 30, dos sionistas que viam nele um líder capaz de ajudá-los na conquista da Palestina e de seu sonhado Estado. Até algumas organizações sionistas viram a ascensão de Hitler e do Terceiro Reich na Alemanha com bons olhos, chegando-o a elogiá-la como uma forma de renascimento da vida nacional alemã que os judeus deveriam se espelhar. Quando o editor-chefe do jornal sionista Jüdische Rundschau (uma publicação voltada para a comunidade judaica alemã), Robert Weltsch, escreveu um artigo no qual incentivava entusiasticamente seus leitores a utilizarem a Estrela Amarela imposta por Hitler ao dizer, 'Use-a com orgulho, a Estrela Amarela!', nessa mesma época a circulação do jornal subiu de por volta de 5 a 7 mil exemplares para 40 mil.

E 1935, a chegada do navio Tel Aviv - com passageiros judeus - ao porto de Haifa vindos de Bremenhaven e capitaneados por um membro do Partido nazista tinha no mastro a bandeira baseado no Partido Nazista.


Bandeira nazi-sionista (baseada na junção tanto na qual seria a bandeira de Israel e o Partido nazista alemão) que foi hasteada no navio que continha a primeira leva de judeus da Alemanha para a Palestina em 1935

Após a invasão da Polônia e o início da II Guerra Mundial, em 1939, a continuação prática do Acordo Haavara tornou-se impossível. Em 1940, representantes do grupo sionista subterrâneo chamado Lehi reuniu-se com von Hentig e propôs a cooperação militar direta com os nazistas para a continuação da transferência dos judeus europeus para a Palestina. Esta proposta, no entanto, não produziu resultados.

Após o fracasso de tal plano, em 1941, Yitzhak Shamir (conhecido hoje como um político israelense e membro do partido Likud), veio e firmou um novo acordo com o Terceiro Reich. Ele quis formar um pacto militar cuja base era o apoio dos sionistas à Alemanha Nazista e depois, a ajuda deles para a fundação de um Estado na Palestina. Shamir, aliás, depois foi um reconhecido terrorista do grupo Lehi e responsável inclusive pelo assassinato do Ministro Britânico para o Oriente Médio, Walter Edward Guinness, o 1 º Barão Moyne ou (conhecido como Lord Moyne) em 1944 e do Conde Folke Bernadotte, mediador sueco da ONU em 1948.



Yitzhak Shamir (nascido Icchak Jeziernicky): passado 
ligado a negociações com nazistas

Até surgiu esquadrões de jovens sionistas fascistas, o grupo Betar, fundado por Vladimir Ze'ev Jabotinsky, que tinha uniforme e saudação como os nazistas fascistas. Shamir pertenceu também a tal grupo assim como também o outro também ex-primeiro ministro de Israel, Manachen Begin. Parece que Mussolini chegou a contratar soldados deste grupo.

Depois, em 1944, outro acordo com o Reich, entre Ben Gurion e Adolf Eichmann fez com que, enquanto os sionistas mantivessem silêncio sobre a morte de 800 mil judeus húngaros, em troca receberiam a libertação de 600 líderes sionistas presos que seriam posteriormente enviados à Palestina.

Aproximadamente 60.000 judeus alemães se beneficiaram dessa cooperação entre as organizações sionistas e autoridades alemãs nazistas.

Também com estes nós aprendemos que o Holocausto não somente foi o fruto da mente perturbada e doentia de Hitler, mas também foi fruto do apoio dado pelos sionistas à ele e a seu regime pois tais foram também importantes, senão imprescindíveis tanto à política de Hitler como na preparação e execução do Holocausto.

Um livro que trás detalhes sobre a ligação entre sionismo e nazismo como ditas aqui é o The Hidden History of Zionism (A História Secreta do Sionismo) de Ralph Schoemann.


*O medalhão comemorativo, com a suástica de um lado e a Estrela de Davi no qual comemora a viagem de von Mildenstein a Palestina e a relação entre ela e a Alemanha Nazista é a que se encontra imagem-título desta postagem. 

Obs.: Muitos sionistas e seus apoiadores fazem vários protestos sob a alegação de estarem indignados tanto com o uso do medalhão como do Acordo Haavara sugerindo que são usados por autores anti-Israel como sendo provas de que os líderes sionistas haviam colaborado e tido acordos com os nazistas.

Sobre os detalhes do real e pouco conhecida colaboração e relação dos "judeus" para com os nazistas no seu próprio extermínio, pode-se ler o livro da filosofa e política alemã famosa e bem conhecida, de origem judia, Hannah Arendt, "Eichmann in Jerusalem" (Eichman em Jerusalem), que é muito esclarecedor sobre o assunto. Existe também um outro livro do escritor americano Edwin Black, que também é judeu, como Hannah Arendt, chamado "The Transfer Agreement" (O Acordo de Transferência), onde ele mostra como os judeus sionistas colaboraram com o regime nazista, fazendo acordos econômicos e de transferência de recursos dos judeus alemães, para criar o Estado de Israel. Um aspecto curioso deste último livro e que ele relata que a elite dos judeus na época também procurava abafar os crimes que os nazistas cometiam dentro da Alemanha.



Os livros de Hannah Arendt e de Edwin Black (com suas duas capas diferentes da mesma obra): detalhes da relação sionista-nazista.

No livro Zionism in the Age of the Dictators - A Reappraisal (Sionismo na Era dos Ditadores - A Reavaliação), de Lenni Brenner destaca a visita de Mildenstein à Palestina e a cunhação do medalhão a mando de Goebbels para comemorar.


Com tudo isso que chegou a nosso conhecimento a partir de agora, podemos e devemos voltar as nossas atenções e reavaliar as verdadeiras vítimas e mortes registradas no Holocausto.

Independente de qual que seja a sua opinião, os com menos recursos e fracos sempre serão vítimas de seus semelhantes tiranos levando todos a prejuízos incalculáveis.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Eu financiei o Nazismo!


Com o passar do tempo e com a abertura de novos artigos que há muito tempo tem sido omitidos de qualquer conhecimento e com a divulgação através da internet estamos sabendo cada vez mais sobre estas "novidades" que passaram ocultos nos corredores entre prateleiras cheios de arquivos em pastas e grandes envelopes.

Entre estes assuntos, tudo relacionado a Segunda Guerra Mundial está aos poucos sendo revelado e uma delas é que a própria Alemanha Nazista foi o mais desenvolvido, após a organização e saída do papel através do Fascismo italiano, da síntese da Elite Globalista.


Agora vai ser revelado mais um dossiê que envolveu o 3º Reich que poucos conheciam.

O começo 


Tudo começou quando em meados dos primeiros anos do regime nazista no poder a Alemanha conseguiu recuperar e crescer economicamente de maneira extremamente rápida o que foi considerado um verdadeiro milagre diante de vários economistas. O desemprego, por exemplo, em 1920 e no início de 1930 foi reduzido de seis milhões de desempregados em 1932 para menos de um milhão em 1936. A produção nacional também cresceu astronomicamente: de 102% de 1932 a 1937 e a renda nacional dobrou. E tudo isso foi graças a política econômica ditada pelo ministro da Economia, Hjalmar Schacht que queria diminuir o desemprego por meio da expansão de obras públicas e do estímulo às empresas privadas. E para isso fez o crédito governamental que foi fornecido pela criação de fundos especiais de desemprego e concedeu isenção de impostos às empresas que aumentassem o emprego e seus gastos de capital.


O ministro da Economia nazista Hjalmar Shacht

Após o sucesso, o que teve uma grande atenção voltada para ter grande investimento foi a industria bélica alemã [Wehrwirtschaft (Economia de Guerra)] a partir de 1934. E em 1936 foi criado um plano de quatro anos para que fosse conquistado a auto-suficiência destes em caso de guerra.

Tanto para as Forças Armadas como para a indústria alemã, Fritz Sauckel foi responsável para trazer mão-de-obra estrangeira para tais enquanto tanto Hitler como Albert Speer, que era ministro do Armamento definia o número de trabalhadores para tais.



Os responsáveis por mão-de-obra barata (ou melhor, escrava) 
para o Reich: (esq.) Fritz Sauckel, responsável pelo fornecimento
 mão-de-obra estrangeira e (dir.) Albert Speer por 
utilizá-la plenamente no auge do regime.

Como era de se esperar do Nazismo, Hitler, com toda certeza voltaria a sua atenção para as suas origens que o levou a subir no poder, o sindicado dos trabalhadores.
Ele mandou extinguir todos os sindicatos, contratos coletivos e o direito de greve substituindo todos (os sindicatos) por um único e do Partido Nazista, o chamado Deutsche Arbeiterfront ou Frente 
de Trabalho Alemã que foi comandada por Robert Ley.


A bandeira da Frente de Trabalho Alemã e seu chefe, Robert Ley

Com Ley no comando foram admitidos assalariados e empregados e também patrões e membros de profissões liberais fazendo com que ela se tornasse a maior organização partidária da Alemanha com 25 milhões de membros, que gastava, graças a excessivamente organizada burocracia, em torno de 20% a 25% de sua renda somente com sua administração. A renda anual das contribuições dos operários, que eram obrigatórias, chegou a US$ 160 milhões em 1937 e US$ 200 milhões em 1939.



Havendo somente um sindicato do qual era subordinado ao Partido Nazista houve, logo em seguida, a regulamentação dos direitos trabalhistas com respeito aos patrões expressa na Lei Reguladora do Trabalho de 20 de janeiro de 1934 também chamada de Carta do Trabalho que acabou cedendo vastos poderes ao patrão, convertendo-o em "líder da empresa" e os empregados nos "subordinados" ou Gefolgschaft. No parágrafo 2º dizia que "o líder da empresa tomava as decisões pelos empregados e trabalhadores, em todas as questões relacionadas com a empresa", também estabelecia que o líder da empresa fosse "responsável pela situação dos operários e funcionários", estipulando também que "os funcionários e trabalhadores devem-lhe [ao líder da empresa] fidelidade". Com este estatuto, na realidade, a Frente do Trabalho não defendia realmente os operários mas, conforme citado em "Ascensão e Queda do Terceito Reich", no título "Triunfo e Consolidação 1933-1939, de William L. Shirer, Volume I, era... "... criar uma verdadeira e produtiva comunidade social. (…) Sua missão consistia em verificar se todo indivíduo seria capaz de (…) realizar o máximo de trabalho possível...", nada mais além disso. Com isso em, mente logo desde o seu começo, eles passaram a fazer com que os salários dos operários fossem fixados pelas juntas de trabalho, que eram nomeadas pela Frente de Trabalho, que geralmente adotavam os valores destes de acordo com os desejos do patrão, e os operários não eram consultados, embora depois de 1936, nas empresas de armamentos, os patrões desejassem aumentar o salário a fim de atrair pessoal, mas mesmo assim, embora fosse maior que os demais trabalhadores de outras áreas, os salários foram mantidos baixos por ordem do Estado. Hitler era favor da conservação dos salários baixos, tendo declarado no início do regime nazista, conforme citado na obra Behemoth: The Structure and Practice of National Socialism, 1933 - 1944 (Beemonte: A Estrutura e Prática do Nacional Socialismo, 1933-1944) de Fritz Neumann, pág. 432 que... "... não permitir nenhum aumento do valor do salário-hora, mas elevar o rendimento somente por um aumento da atividade." Assim, conforme diminuía cada vez mais como era possível o mesmo acontecia com a sua camuflagem (ocultação) para que ninguém, quer dentro ou de fora, pudesse ver sta deficiência do regime. Mas para um desempregado, era melhor que nada.

Apesar de muita propaganda dizer que os salários da Alemanha eram altíssimos, levando em conta o custo de vida e os serviços sociais que se exigiam a contribuição obrigatória, sempre foram baixos se comparados aos dos Estados Unidos na época. E sempre abaixaram ligeiramente mais. De acordo com o Departamento de Estatística do Reich os salários dos trabalhadores especializados diminuíram de 20,4 centavos por hora em 1932 — no período da Grande Depressão — para 19,5 centavos em 1936. O salário para o trabalho não-especializado caiu de 16,1 centavos para 13 por hora o que era camuflado graças as afirmações de Ley no congresso do partido em Nuremberg em 1936, dizendo que a média dos ordenados dos operários de tempo integral na Frente do Trabalho era de US$ 6,95 por semana. 

Havia uma contradição: A participação direta dos operários alemães, com sua produção, na renda nacional caiu de 56,9% em 1932 para 53,6% em 1938 e, com o aumento do emprego que surgiu, a renda total dos ordenados e salários passou de 25 bilhões de marcos para 42 bilhões, um crescimento de 66%. Já, na mesma época, a participação do capital e das empresas na renda nacional elevou-se de 17,4% para 26,6% e mesmo assim, a renda do capital e das empresas cresceu 146%, o que indica que isso aconteceu graças aos saques e mão-de-obra forçada e escrava obtida dos países que invadiam. 

Um dos primeiros que se beneficiou também e se tornou de maior destaque por sua corrupção durante o Nazismo e que também pode e deve ter servido de propaganda foi o Reichsbank que atuou na Alemanha de 1876, logo no início do Império Alemão, como Banco Central Alemão, até 1948, quando deixou de existir.


Reichsbank (foto de 1902) em Berlim e seu selo

Uma lei de 1937 restabeleceu o controle do governo sobre o Banco Central Alemão, neste caso, o Reichsbank, e em 1939, o Reichsbank foi rebatizado o Deutsche Reichsbank e colocado sob o controle direto do Führer Adolf Hitler com Walther Emanuel Funk como o último presidente de 1939 à 1945. 

Walther Funk, diretor do Deutsche Reichsbank de 1939 à 1945
com terno e com o uniforme militar na diretoria do banco

Com Funk na liderança o banco foi, e muito, beneficiado tanto com roubo da propriedade de suas muitas vítimas, especialmente os judeus, bens pessoais tais como: ouro, anéis de casamento confiscados dos prisioneiros de campos de concentração, dentes de ouro extraídos das bocas das vítimas (que eram extraídas delas vivas ou após mortas com alicates sem anestesia e cuidados algum. Tudo era depositado no banco em uma conta falsa, do também falso nome, Max Heilinger e depois derretido e transformados em barras de ouro. 

Barras de ouro do Deutsche Reichsbank da época 
nazista. Em casa uma destas contém ouro 
pertencentes a várias vítimas do Nazismo 

Muitos dentes e anéis de ouro arrancados das vítimas ainda foram encontrados, do mesmo jeito, em 1945, ainda nos cofres do banco. 

Foto da época dos anéis de ouro de casamento de 
vítimas encontradas no Deutsche Reichsbank 
tiradas de vítimas do Nazismo em Campos de 
Concentração. Neste caso do campo de Buchenwald

Mesmo assim, muita quantidade desapareceu das reservas do Reichsbank e descoberto em 1945 por Ivan William Stanley Moss (ou Bill Stanley Moss) e Andrew Keneddy.

O oficial britânico Bill Moss (esq.) e o oficial 
polonês Andrzej Kowerski (dir.) que trabalhou para a 
inteligência britânica sob o nome 
de "Andrew Kennedy". Ambos deram falta de
 mais ouro que o encontrado em Deutsche Reichsbank

Uma das possíveis suspeitas se dá na Suíça. E este "câmbio" já existia a um tempo. 


Bank for International Settlements (BIS)

Antes que eles fossem capturados pelo regime nazista, um número desconhecido dos que seriam vítimas do Holocausto e outros tinham aberto contas bancárias na Suíça e cofres de segurança, a fim de evitar que pelo menos alguns de seus ativos fossem parar nas mãos dos nazistas. O que não sabiam é que o banqueiro alemão que trabalhava lá, Emil Puhl, já havia coordenado um programa nazista durante a década de 1930 e 1940, para lavar “ouro monetário” roubado dos bancos centrais da Europa. 


Emil Johann Rudolf Puhl


Todo este ouro roubado acabou sendo muitas vezes usado para ser fundido, na Alemanha, junto com o “ouro não monetário” - termo usado para descrever o ouro que era retirado dos corpos de vítimas do Holocausto. Os bancos suíços aceitaram tal ouro e concedeu empréstimos para a Alemanha. Este significativamente alargou a duração da Segunda Guerra Mundial e garantiu a neutralidade da Suíça.

Para saber detalhes sobre o possível destino de tais barras de ouro, leia: "Papa de Hitler" com as pragas de Stálin principalmente na operação chamada "Ratlines".

Com isso em vista logo no início, muitos empresários viram o Reich como uma "mina de ouro" e "ganho na loteria sem precisar de opostas" e aí que vem...

Os 
Financiadores

Vereinigte Stahlwerke AG e ThyssenKrupp


O primeiro que citaremos é Fritz Thyssen que formou junto com outros empresários uma das maiores empresas de mineração e siderurgia da Alemanha, a Vereinigte Stahlwerke AG, e através desta e, logo em seguida pela sua própria empresa, a Thyssen (que mais tarde se fundiria com a Krupp) fez grandes contribuições para o regime nazista .


Fritz Thyssen e o símbolo de sua empresa

No começo de seu envolvimento com o Nazismo, Thyssen ficou impressionado com Hitler e sua amarga oposição ao Tratado de Versalhes, que impôs vários tributos a Alemanha como punição pela sua derrota na Primeira Guerra Mundial, e começou a fazer grandes doações para o partido, inicialmente com 100 mil marcos de ouro (o equivalente a US$ 25.000) em 1923 para Ludendorff embora fosse comum na época muitos líderes empresariais alemães, como a maioria eram conservadores tradicionais, verem os nazistas com desconfiança. O que levou Thyssen a apoiar os nacional-socialistas era o seu grande medo do comunismo na Europa e sua pouca confiança nos vários alemães de facções anticomunistas impedir uma revolução na Alemanha ao estilo soviético. Pesquisadores no pós-guerra descobriram que ele havia doado 650.000 Reichsmarks para partidos de direita e principalmente para os nazistas embora ele tenha alegado ter doado 1 milhão de marcos para o Partido Nazista.

Em novembro de 1932, Thyssen, junto com o já citado ministro Hjalmar Schacht foram os principais organizadores de uma carta ao presidente Paul von Hindenburg com o pedido de nomear Hitler como chanceler. Thyssen também convenceu a Associação Alemã de Industriais a doar 3 milhões de Reichsmarks para o Partido Nazista em março de 1933 na eleição do Reichstag. Como recompensa por isso, ele foi eleito membro nazista do Reichstag e nomeado para o Conselho de Estado da Prússia, o maior estado alemão (ambas as posições puramente honorárias).


Foto tirada em 1935 no Vale do Ruhr (Ruhrgebiet) no qual 
mostra os grandes empresários alemães com Adolf Hitler. (A partir do 
segundo da esq. para dir.) Albert Vögler, Fritz Thyssen e Walter Borbet. 

Depois de mudar de ideia tentou fugir da Alemanha para a França. Foi a partir deste evento de sua vida que muitos atribuem a Hitler o momento em que " faria o empresariado ficar de joelhos" e mandou, o que muitos não sabem, sequestrar Thyssen e retorná-lo a Alemanha conseguindo isso quando este foi visitar a sua mãe na Bélgica onde se encontrava doente na ocasião da Invasão da França e Países Baixos.

A Krupp, que se fundiu com a Thyssen também teve a sua parte no regime nazista.

Antigo símbolo da Krupp

Responsável pela fabricação de itens tanto ferroviários como os bélicos, parando com este último no pós-Primeira Guerra Mundial e voltando somente no regime de Hitler e sendo novamente responsável a fabricar armas, com destaque para a fabricação dos grandes canhões Schwerer Gustav (levava seu nome). Gustav Krupp, então líder da empresa, teve seu envolvimento com tudo isso desde o começo, graças ao seu filho, o barão Alfried Felix Alwyn Krupp von Bohlen und Halbach ou Alfried Krupp. Com isso, Gustav se tornou dirigente da Associação da Indústria Alemã do Reich (tipo como uma Fiesp) e colaborou plenamente em todos os Planos de Quatro Anos de Hitler crescendo a produção de aço de 74 mil toneladas em 1933 para 477 mil em 1938. Teve indústrias instaladas em todos os países ocupados pelos nazistas. E este aumento se deu graças também, não somente pela sua expansão, mas a mão-de-obra forçada tanto de prisioneiros de guerra e de campos de concentração como de civis dos países ocupados chegando a 100 mil deles. 


Alfried Krupp

Após a guerra Gustav não pode ser julgado devido a estar doente (sofrera um derrame em 1941), indo seu filho, Alfried, que acabou sendo condenado a doze anos e os bens da empresa confiscados voltado a mão da família em 1953 após serem perdoados pelo comissário John Jay McCloy que era advogado, banqueiro e Secretário Assistente da Guerra dos Estados Unidos e que também havia sido presidente do Banco Mundial que fornece empréstimos para países em desenvolvimento em programas de capital.

John J. McCloy

E a Krupp? Fundiu com o outrora perseguido Thyssen formando a já destacada com o símbolo acima: ThyssenKrupp.


Nome e logotipo da empresa na escada rolante da estação 
do metrô Clínicas atualmente. O mesmo se encontra 
na estação Paulista-Consolação. 
A empresa caminha tranquilamente.


O que acha?


Brown Brothers Harriman & Co.


O que não se sabia desta empresa é que um de seus membros, chamado Prescott Bush, através do banco Union Banking Company, financiou  a ascensão de Hitler ao poder junto com a família Harriman enquanto fez grandes lucros com o aço, juntamente com Thyssen, seu colega, e com a exploração de ouro feita pelos líderes nazistas e o investimento deste nos Estados Unidos na conexão que saia da Alemanha (banco August Thyssen Banco) para a Holanda (Bank voor Handel e chegava nos Estados Unidos (Union Banking Corporation) em Nova York. E chegou ainda a transferir ilegalmente combustível de aviação para a Luftwaffe durante a guerra.


Prescott Sheldon Bush 

Chegou, através de outra empresa sua, a Silesian-American Corporation, a usar trabalho escravo vindo de Auschwitz através de uma parceria com a IG Farben se tornando assim o terceiro maior contribuinte do Nazismo.

Chegou até a responder processo de "colaboração com o inimigo durante a Guerra".

Foto na qual mostra Prescott Bush e o Führer Adolf Hitler juntos
muito divulgada, mais ainda na era da internet

É conhecido por ser o avô do ex-presidente norte-americano George W. Bush e membro da sociedade secreta Skull and Bones tanto como seu neto e filho, George Herbert Walker Bush (pai de George Bush).

Será que recebeu ordem de seus "superiores"?


General Electric

Em 1946 (ano seguinte após a Guerra) a General Electric teve de prestar contas sobre suas atividades até o ano anterior na Alemanha.

Esta foi além do que Prescott Bush fez. Em colaboração com Krupp, a General Electric de uma forma intencionada e artificial (sem motivo real ou imaginário) subiu o preço do carbeto de tungstênio que é um material de vital importância para os metais que são necessários na fabricação das máquinas de guerra. Embora tenha sofrido uma multa de US$ 36.000 por causa disso, ela passou, mesmo assim, a ganhar entorno de US$ 1,5 milhões através desta fraude a partir de 1936 por dificultar os esforços dos aliados para ganhar a guerra além de aumentar o custo para derrotar os nazistas. 

A GE também comprou ações da Siemens, antes do início da guerra, transformando-se também em cúmplice do uso da mão-de-obra escrava junto com esta, principalmente na construção de câmaras de gás onde muitos trabalhadores afetados vieram a falecer. 

Obs.: Muitos, após observarem bem o logotipo da GE, dizem que podem ainda encontrar, de maneira sorrateira, uma suástica nazista. Observem também e tirem as suas próprias conclusões se é ou não. 

Hugo Boss

O que ninguém desconfiava é que a empresa responsável pela fabricação de assessórios de moda e de luxo também teve sua fatia no regime nazista como membro nº 508.889 do Partido Nazista.




Inicialmente voltado para a confecção de roupas para trabalhadores, quase fechou durante a crise que a Alemanha sofreu após a Primeira Guerra Mundial. E durante o regime nazista, foi responsável direto pela confecção dos uniformes da SS, da juventude Hitlerista, da Wehrmacht e de outras agremiações nazistas entre 1933 até o final da Segunda Guerra Mundial. Foi o estilista preferido de Hitler e também um fervoroso adepto do Partido Nazista.


Hugo Ferdinand Boss

Hugo Boss utilizou mão-de-obra forçada e baratíssima de 140 prisioneiros de guerra sendo a maioria mulheres e mais 40 franceses a partir de outubro de 1940 a abril de 1941 que tinham uma carga diária de 12 horas com um curto intervalo em condições desumanas em barracões imundos e com pouca comida. Com isso, seus lucros subiram de 200 mil para 1 milhão de marcos.

Mesmos sendo considerado "responsável" pela mão-de-obra forçada em sua fábrica, sendo até mesmo tachado de "Oportunista do Terceiro Reich", sofreu quase nada tendo apenas uma pena branda de indenizar as famílias dos que trabalharam forçados. Morreu em 1948, aos 63 anos, entes de sua fábrica ser sinônimo de moda nacional e internacional.


Cartazes de propaganda da Hugo Boss na era nazista


Adam Opel Ag e General Motors

A Opel é uma indústria de automóveis alemã desde 1899 até os dias atuais e, após ser se tornar uma subsidiária da GM (General Motors), empresa norte-americana, foi responsável pela fabricação de 40% dos veículos que circulavam na Alemanha e 65% dos exportados pelo país empregando com isso 17 mil pessoas em uma Alemanha em que uma das chaves do sucesso político seria a queda de desemprego recebendo agradecimentos diretos do Führer. A empresa tinha até planos de fazer, na própria Alemanha nazista um modelo de carro para fazer frente com o Ford Modelo T obtendo com isso com um acordo na redução de impostos, no preço da gasolina além da venda de 100 mil modelos por ano no país. Criou o modelo Opel Blitz que foi usado na Segunda Guerra pelo Exército Alemão para transportar tropas. Continuou a sua fabricação até 1975 quando foi substituído por outro modelo, o Bedford Blitz.


Modelo Opel Bliz


James David Mooney
responsável pelo acordo entre
Hitler e a General Motors através

da Opel no qual era presidente na época


Graças ao presidente da empresa Alfred Pritchard Sloan a GM pode lucrar e muito com a Guerra no lado alemão. A Opel de Mooney, por exemplo, com esta barganha, ganhou com a fabricação de motores para avião, detonadores de minas terrestres e torpedos além de caminhões (em 1937, 17% para um aumento de 29% em 1938) chegando a lucrar US$ 35 milhões.

Alfred Sloan


Sloan chegou a fazer isso não somente na motivação de obter o máximo de lucro possível para a empresa, mas política.

Edwin Black, em seu livro O Nexo Nazista diz:

"Sloan desprezava o emergente estilo de vida americano trabalhado pelo presidente Franklin Roosevelt. Ele admirava a força, determinação irreprimível e a magnitude da visão de Hitler...".

Sloan, que era racista (demitiu todos os funcionários judeus de sua empresa) era membro da também racista American Liberty League, que se tornou famosa por opôr a New Deal e que se dizia, segundo o Especial do New York Time de 23 de agosto de 1934, de... "... combater o radicalismo, preservar os direitos de propriedade, defender e preservar a Constituição.", doou dinheiro para as atividades do Partido Nazista que vinha de doadores ricos, ou seja, menos de duas dezenas de banqueiros, industriais e empresários que foram responsáveis ​​por mais da metade de dinheiro da Liga em nível nacional em 1935, sendo a família du Pont responsável por 30% do total. Além deste, outros foram membros do escalão superior da indústria americana. Entre eles os que se destacaram foi: Hal Roach, produtor de cinema de Holywood (que falaremos mais a frente), o herói naval Richmond Pearson Hobson e J. Hpward Pew da Sun Oil Company.

Isso nos mostra que, o dinheiro destes foram usados como combustível da "máquina nazista".

IG Farben: BASF, Bayer e Hoechst

A IG Farben, que é a abreviatura de Interessen-Gemeinschaft Farbenindustrie AG (Associação de Interesses da Indústria de Tintas S.A.) era uma empresa de química supergigante criada a partir de seis companhias alemãs, que também eram gigantes, por Hermann Schmitz, e ela deteve o monopólio quase total da produção de produtos químicos e farmacêuticos na época da Alemanha Nazista principalmente através da BASF, Bayer e Hoechst. Cooperou com 400 mil marcos (US$ 15 milhões na atualidade). 

Com elas, a IG Farben cooperou em muito com os oficiais nazistas na invasão da Polônia e Tchecolosváquia de onde suas operações iriam crescer. Foi ela que construiu uma fábrica para a produção de óleo sintético e borracha a partir do carvão (a Alemanha não tinha reservas de petróleo) em Auschwitz que foi uma pedra basilar no início da atividade da SS neste local durante o Holocausto. No auge de suas atividades, em 1944, esta fábrica fazia uso de 83.000 trabalhadores escravos. O pesticida Zyklon B, muito famoso por seu uso nas câmaras de gás para o assassínio massivo era fabricado por uma outra afiliada sua, a Degesch (Deutsche Gesellschaft für Schädlingsbekämpfung), outra empresa detida por ela.

Degesch (abreviação do alemão: Corporação Alemã para 
o Controle de Pragas, que produzia pesticidas contra ervas daninhas 
e insetos, e afiliada da IG Farben, foi responsável pela 
fabricação do pesticida Zyklon B resposável pela 
morte de aproximadamente 3,8 milhões de pessoas

Ela também fazia testes em prisioneiros de novos medicamentos e vacinas. Como em ratos de laboratórios hoje.

Seus lucros, de 1936 à 1943 subiram de 5 milhões para 122 milhões pois fornecia quase a metade da gasolina do país e 100% da borracha sintética, metanol e óleos lubrificantes também graças a mão-de-obra escrava.

Muitos de seus gerentes permaneceram nazistas até o fim.

Após a Guerra, foram julgados 24 diretores, 13 foram condenados a prisão, entre um ano e meio e 8 anos. O próprio Hermann Schmitz foi julgado em Nuremberg por seus crimes de guerra juntamente com outros diretores dela, mas quando chegou em seus afiliados e diretores americanos, foram caladamente esquecidos. "... a verdade estava enterrada nos arquivos.", conforme citado na obra de Antony Sutton, Wall Street and the Rise of Hitler (Wall Street e a Ascensão de Hitler), página 33. Devido a isso, a empresa foi considerada demasiado corrupta para continuar a existindo. Os aliados ocidentais no entanto, em 1951, dividiram a empresa em sua versão original até as empresas constituintes. Atualmente só a Agfa, a BASF, Hoechst (conglomerado da Sanofi-Aventis) e a Bayer continuam existindo.


Hermann Schmitz preso por apenas 4 anos e, logo
em seguida, membro do conselho dos "administradores 
do Deutsche Bank em Berlim e presidente honorário 
da "Rheinische Stahlwerke AG".

Heinrich Buetefisch, um dos chefes da empresa 
que negociou acordos com ela diretamente com o Führer



Novartis

Assim como as empresas farmacêuticas anteriores, a Novartis também tem os restos mortais de muitas pessoas que foram exterminadas quando o Regime Nazista estava ativo. Resultado da fusão das empresas suíças Ciba e Sandoz que se tornaria famosa pelo seu remédio famoso chamado Ritalin.

A filial berlinense chegou a despedir todo o conselho administrativo para substituir por um grupo de pessoas "arianas" mais "aceitáveis". A Sandoz, por sua vez, fez isso com o seu presidente. As duas empresas produziram tintas, remédios e produtos químicos para os nazistas durante a guerra. 

Após confessar a sua culpa e tentar corrigir seu passado com os nazistas por enviar US$ 15 milhões para o fundo suíço de compensação às vítimas do Nazismo.



IBM - (acima) antigo símbolo da empresa de 1924 à 1947
(abaixo) atual

A IBM [International Business Machines (Máquinas de Comércio Internacional)] organizou a chamada Solução Final através de um sistema de tecnologia ancestral do computador que dominava desde o século 19: os cartões perfurados. Eram usados nos censos.

Com este sistema em uso pôde ajudar os nazistas a serem o mais breve possível quem eram os judeus na Alemanha, onde viviam e do que trabalhavam e, com isso, fazer o trabalho de confiscação de bens e prisões. Após as prisões, coordenar os sistemas de trens de transportes deles para os campos de concentração, e lá, gerenciar quem trabalharia e quem seria exterminado. O famoso número que eram tatuados nos braços dos prisioneiros era nada mais que o número do cartão da IBM com a identificação de tal. Interessante, não?

O Reich se tornou o maior consumidor internacional da IBM rendendo-lhe através da subsidiária alemã US$ 200 milhões.

Cartaz de propaganda da Dehomag (subsidiária
da IBM no Reich alemão) do famoso Hollerith (nosso "holerite")
em 1934, tecnologia antecessora dos computadores atuais inventada
por Herman Holerith

Exemplar do Cartão de Raça feito pela IBM contendo
informações de um preso em um Campo de Concentração

Cartão perfurado usado na identificação nos trabalhos
forçados de campos de concentração

Famosa foto em que mostra o encontro do Führer com
grandes empresários, Nesta foto (apontado pela flecha)
está o presidente da IBM Thomas John Watson

Hoje, a IBM se esquiva por dizer que não tem informações por ter perdido o controle dos negócios na Alemanha na época.

   Siemens

Siemens, operante até os dias atuais, na época do Reich usou mão-de-obra escrava fornecidos por dois subcampos de concentração, um de Auschwitz e o outro de Ravensbrück. Ela era responsável pelo fornecimento dos seguintes itens: telefones, telégrafos e rádios de comunicação, componentes elétricos para motores de aviões equipamentos para geração de energia, estradas de ferro e também munições (por causa da chamada "época de guerra") durantes os últimos anos da Segunda Guerra Mundial para o Reich. Cresceu tanto nesta época que, em seu começo passou a produzir elétrodos, disjuntores e transformadores em lugares onde antes apenas os instalava. E, por causa disso, passou a se destacar por fornecer partes elétricas para campos de concentração e campos de extermínio. Foi acusada de ser a construtora das câmaras de gás (não comprovado).

Durante a guerra, devido aos bombardeios, 
mudar-se para locais alternativos e regiões não afetadas pelos ataques aéreos não somente para evitar mais perdas, mas com o objetivo de garantir a produção contínua de bens relacionados com a guerra todos os dias importantes para o Reich. Estava operando na época quase 400 fábricas alternativas ou realocados no final de 1944 e no início de 1945.

Para manter a fabricação contínua e a "todo vapor" e cumpri-las nas datas marcadas com determinadas quantidades pedidas, mesmo com perdas, a Siemens montou várias oficinas de manufatura utilizando mão-de-obra escrava judia. Se destacou também pelas más condições de trabalho nas suas fábricas e pela desnutrição e morte que eram comuns entre os que trabalhavam lá. Além disso, forneceu bolsas de estudos para membros da SS, funcionários da empresa e, às vezes, a funcionários de alto nível.


Coca-Cola

O produto havia conquistado os alemães a tal ponto que a Alemanha se tornara a maior consumidora fora dos Estados Unidos mesmo assim Göring que sustentara um plano de auto-suficiência [igual da Coréia do Norte com a ideia Juche (espírito de autossuficiência)]  e com isso, desestimulara a atividade de empresas no país mas, Bob Woodruff, chefe da empresa em Atlanta (Estados Unidos) vem e negocia diretamente com os nazistas e consegue fazer com que o ingrediente 1 da bebida possa ser importada sem empecilho algum. 

E deram-lhe ouvidos graças aos seus bons serviços prestados na organização dos Jogos Olímpicos de Berlim de 1936


Bob Wodruff, negociador americano da Coca-Cola com os nazistas

Propaganda da Coca-Cola pela participação
na organização dos Jogos Olímpicos de 1936 
em Berlim

Mas, devido a Guerra, não tinha como exportar mais devido ao país estar sendo atacado e, no entanto, fechado por todos os lados fazendo com que nada entre ou saia. 

Nisso, o presidente da empresa na Alemanha, Max Keith teve a ideia de improvisar outra bebida com o que tinha dentro do país. Assim foi criada a que seria famosa tanto quanto ela, a Fanta.


Max Keith

O nome surgiu como resultado de uma breve sessão de brainstorming (atividade empresarial na qual estimula a criatividade de um grupo empresarial) com o qual, o próprio Keith exortou sua equipe a "usar a sua imaginação" ("Fantasie", em alemão) e nisso, um de seus vendedores chamado Joe Knipp, imediatamente retrucou dizendo "Fanta!" dando assim o nome.

Fanta

Keith, por esta façanha, foi reconhecido e passou até mesmo a comandar as filiais da Coca-Cola nos países que foram ocupados pela Alemanha. Embora o tal presidente não se afiliara ao Partido Nazista mas aproveitou e usou mão-de obra escrava nos últimos anos da Guerra enquanto era escondido pela propaganda nos Estados Unidos que formava parceria com os jovens do front.

Propaganda nazista da Fanta de 1941

Nestlé

A Nestlé, uma empresa suíça, contribuiu com o partido e, com isso, obteve lucros astronômicos com os contratos alemães (forneceu todo o chocolate consumido pelo Exército alemão durante a Guerra) e sua neutralidade na guerra (a Suíça, o seu país, foi neutra na Segunda Guerra Mundial) não impediu de ter escravos fornecidos pelos nazistas em suas linhas de produção. E a matriz tinha conhecimento de tudo. E tanto que ela mesmo declarou o seguinte: "... também é certo ou se pode assumir que algumas empresas do grupo Nestlé com atividade nos países controlados pelo regime nazista tinham trabalhadores escravizados."

Segundo um relatório feita pelo também suíço Jean François Bergier diz que: "Como regra, as empresas não se importavam com a situação. Desde que a produção fosse mantida, elas não pensavam em intervir na política de gerenciamento de suas subsidiárias."



Dr. Oetiker

Quando foi pedido para fazer uma investigação sobre o seu passado na era nazista, Rudolf-August Oetiker recusou a fazer, mas seu filho August, concordou e apoio tal investigação


Rudolf Oetiker (1916-2007) o "mão-suja" da empresa 
de bolos, sobremesa e chás

O segundo marido de sua mãe, Richard Kaselowsky, filiou-se ao partido nazista e doou grandes quantias a Heinrich Himmler, líder da SS (tropa pessoal de Hitler).

Richard Kaselowsky - padrasto de Rudolf Oetiker - financiou a SS diretamente

Seu enteado, Rudolf, manteve a proximidade da empresa com o partido além de depois se alistar pessoalmente como voluntário da Waffen-SS para vigiar campos de concentração e assim avaliar e fornecer pessoas dos campos para trabalhos da empresa.

Foto de 1941 na qual mostra a família Oetker comemorando o aniversário da empresa. Ao centro, o líder nazista Alfred Meyer, vice de Alfred Rosenberg no Ministério do Reich para os Territórios Ocupados do Leste e responsável pelos departamentos da política, da administração e da economia na qual, nessa função, ele dirigiu a exploração das áreas soviéticas ocupadas, a repressão e assassinato de seus habitantes e especialmente a organização de trabalho escravo dos judeus destas áreas.

A Dr. Oetiker também aproveitou da mão-de-obra forçada para produzir mais produtos. Quem sabe fornecidos por Meyer.


Volkswagen

Esta já foi citada na postagem "Os Judeus de Führer" e vale lembrar novamente.

Originalmente uma empresa de judeus, fundada por Josef Ganz e Edmund Rumpler.

Ganz e Rumpler, judeus, fundadores originais da Volkswagen ("carro do povo")

O envolvimento com o Nazismo e a mão-de-obra escrava se deu logo após a retirada dos dois da liderança da empresa e Hitler ter tomado a ideia deles, fazendo-a como se fosse sua, e ter dado a empresa a Ferdinand Porsche da empresa que leva seu nome Porsche.

Ferdinand Porsche com o logo de sua empresa

Fotos de Ferdinand Porsche, após ser dado a liderança da Volkswagen e a fabricação do "Käfer" ou "Fusca".

Depois do Início da Segunda Guerra Mundial, em 1939, a produção voltou-se para veículos militares, e a Volkswagen contribuiu com o Nazismo coma fabricação do jipe Kübelwagen, o modelo anfíbio Shwimmwagen e Kommandeurwagen tanto para a Waffen-SS como para a Wehrmacht.



Fotos dos veículos de guerra (esq. para dir.), o jipe Kübelwageno modelo anfíbio Shwimmwagen e Kommandeurwagen feitos pela Volkswagen sob
a liderança de Ferdinand Porsche.

Depois de ter sido bombardeada e tomada pelos ingleses, estes (os ingleses), devolveram logo em seguida para os alemães depois da guerra que a privatizou e ninguém falou mais nisso.

BMW

A grande e famosa montadora de veículos e motocicletas BMW também teve a sua parcela de culpa se envolvendo até o pescoço no uso de mão-de-obra obrigada durante o Nazismo. 

Ela, por exemplo, usou cerca de 30 mil entre prisioneiros de países ocupados e de campos de concentração para a fabricação de motores para a Luftwaffe. E ainda obrigava os empregados a lutar contra aqueles que queriam salvá-los da mortalha nazista.

Daimler-Benz

A antiga dona da Mercedes-Benz, extinta em 1998 também, como a anterior BMW, fez caminhões e motores de aviões para o Exército alemão. Quando em 1941 sua produção era totalmente voltada para fins militares, em 1944 tendo seus 63.610, cerca da metade destes eram prisioneiros ou civis de países invadidos obrigados a força a trabalhar para ela.


Renault

A Renault também teve a sua participação na "máquina de guerra" nazista. Tudo começou após a invasão da França pela Alemanha nazista em 1940 na qual as forças armadas nazistas tomaram posse das fábricas de Louis Renault e a utilizaram, com a ajuda da Daimler-Benz (citada acima) para a produção de veículos militares para a Wehrmacht

Louis Renault (indicado pela flecha) mostrando um modelo de automóvel para
o chanceler Adolf Hitler em 1939

Por esse motivo, as forças inglesas bombardearam a fábrica da Renault que se localizava em Boulogne-Billancourt em resposta a ocupação das tropas alemãs. Após a derrota alemã, Louis Renault foi preso durante a libertação da França em 1944 por "manter relações comerciais com inimigos" e acabou morrendo na prisão antes de preparar sua defesa.

Seus ativos industriais foram confiscados pelo governo e as fábricas da Renault tornaram-se estatais, passando a chamar-se Régie Nationale des Usines Renault (Conselho Nacional das Fábricas Renault).

E segundo o artigo do The Daily Telegraph, de Londres, de 14 de maio de 2005, intitulado "Louis Renault and the Shame of a Nation" (Louis Renault e a Vergonha de uma Nação), de Ian Morton, Renault foi novamente acusado postumamente de "enriquecimento culposo obtido por aqueles que trabalharam para o inimigo".

Louis Renault em 1940: cumplicidade com o 
inimigo durante Segunda Guerra Mundial

Ford 
[logo (esq.) de 1927 que foi usado na Era nazista e (dir.)
a atual usada desde 2003]

Já não bastasse Henry Ford estar envolvido na eugênia, ele achou por bem financiar o partido que tirou suas ideias do papel. Antissemita como Hitler, comprou um jornal que divulgava suas ideias sobre os judeus errados que queriam dominar o mundo que somente ajudou para esconder os verdadeiros judeus criminosos: um pequeno grupo dos asquenaze. E chegou até a se tornar um livro com os textos, "The International Jew: The World's Foremost Problem" (O Judeu Internacional: O Maior Problema do Mundo) que se tornou best-seller na Alemanha na época e uma segunda bíblia antissemita do Nazismo. Hitler foi fã dele a ponto de escrever uma dedicatória na outra bíblia nazista feita por ele, Mein Kampf (Minha Luta).

Hitler chegou até mesmo a fazer uma foto emoldurada de Ford para colocá-lo em seu escritório.


Henri Ford com Hitler e Hermann Göring (os três de preto no centro da foto)
em um encontro

Henry Ford sendo condecorado com a Grã Cruz da Águia Alemã (a dir.)

Ford explorou bem o mercado alemão. Chegou até a fabricar veículos de guerra para o inimigo de seu país antes do início da guerra dobrando o número de suas fábricas no país entre 1939 e 1945. Chegou a lucrar US$ 17,5 milhões.

Junto com a GM fabricou cerca de um terço dos caminhões nazistas.

Audi

A Audi também está na lista de empresas que aproveitaram a mão escrava para aumentar sua produção e lucros no Nazismo.

A própria empresa encomendou um estudo que acabou revelando que o empresário alemão Richard Bruhn, fundador da Auto Union, que era um grupo de montadoras que incluía a Audi, que também foi responsável pela fabricação do famoso carro de corrida da época, o Auto Union Type A, C e D, teve estreitas ligações com o Partido Nazista.

Antigo logotipo da Auto Union, na qual pertencia 
a Audi e Richard Karl Wilhelm Bruhn 

(Richard Bruhn) que teve estreito laços com o Partido Nazista 

aumentando assim sua produção




Auto Union Tipo B (esq em cima), C (dir. em cima)
e D (embaixo), famosos na corridas da época

A conclusão da investigação mostrou que Bruhn, um empresário cultuado, foi pessoalmente responsável pela exploração da mão de obra forçada em larga escala quando, ao mesmo tempo, manteve relações muito próximas com figurões nazistas. Durante a Guerra, a Auto Union usou 3.700 prisioneiros (que incluía prisioneiros de guerra) de sete campos de gerenciados pela SS tornando-se também assim um dos maiores fornecedores de automóveis para as forças armadas da Alemanha durante o conflito, encerrando suas atividades civis em 1940 e retornando apenas no final da década.

Cartazes de propaganda de veículos da Auto Union nazista

O modelo Sd. Kfz. 222 produzido pela Auto Union durante a Guerra para o Exército alemão

No pós-Guerra, Bruhn, embora se localizava na zona alemã de ocupação soviética, após ser capturado por britânicos, foi submetido a "desnazificação" e aceitando a sua parte da responsabilidade pelo emprego de mão-de-obra escrava durante a guerra, foi deslocado, até o final de 1945, para Ingolstadt, na Baviera (que estava na zona de ocupação americana). 

Depois disso, com o financiamento do governo regional da Baviera e o Plano Marshall, foi possível criar em setembro de 1949 uma nova empresa na Alemanha Ocidental chamada Auto Union GmbH, em Ingolstadt e Richard Bruhn foi o primeiro chefe da empresa então.

Com isso, Bruhn viveu bem até 1964, ano de sua morte, e a empresa acabou sendo adquirida pela Volkswagen fazendo-a evoluir para a atual Audi, se tornando assim, cada vez mais, uma grande empresa famosa e internacional na era moderna. Tudo isso fez com que toda esta ligação com o Nazismo fosse esquecida até que o relatório fosse entregue no dia 26 de maio de 2014 trazendo tudo à tona novamente e tornando-o de conhecimento público.

A empresa, aliás, diz estar chocada com a descoberta. Até que grau está este "chocamento"?

Chase Bank

A Chase Bank, atual da J.P. Morgan Chase, não era de se esperar que ficaria de fora dos que tiraram algum tipo de proveito com o Nazismo. Um de seus acionistas John David Rockefeller fundou os estudos referente a experimentos eugênicos antes do começo da guerra. Entre os anos de 1936 à 1940 tanto a Chase com outros bancos norte-americanos ajudaram os alemães na captação de recurso que chegou em uma média de US$ 20 milhões do qual se suponha que houve também uma comissão para tais dada pelos alemães de US$ 1,2 milhões do qual a Chase embolsou sozinha US$ 500.000. A ideia de que os marcos alemães usados para financiar tais operações também eram vindos de judeus que haviam fugido da Alemanha na época não incomodou a Chase.  E os negócios aumentaram mais após a Kristallnacht [(Noite dos Cristais) ocorrida em 9 de novembro de 1938 no qual judeus, tanto da Alemanha como da Áustria sofreram atos de violência quer em seus estabelecimentos e sinagogas] tanto que ela chegou a congelar as contas do judeus franceses, após a ocupação destes na França, antes que os nazistas pedissem para tal. O que deveras foi feito depois.


Allianz

Outro do ramo bancário. A Allianz é a 12ª empresa de serviços financeiros do mundo. Foi fundada em 1890 na cidade de Berlim, Alemanha. Foi a melhor seguradora dos nazistas quando estes chegaram no poder. E também se envolveu diretamente com o regime. Um de seus diretores, Kurt Schmitt (que já havia tomado uma política de se aproximar dos nazistas antes de chegarem ao poder juntamente com outro diretor, Eduard Hilgard e ter doado antes 10.000 Reischsmarks para a campanha eleitoral deles) se juntou ao Partido Nazista (membro nº 2.651.252) chegando a se tornar ministro da Economia em 30 de junho de 1933. Era também membro honorário da SS (nº 101.346). O que o motivou a fazer isso foi a sua fé que Hitler acabaria com o desemprego e melhoraria a economia. Ele também foi designado Brigadeführer por Heinrich Himmler doando para tal entre 12.000 e 15.000 Reichmarks por ano. 

Kurt Schmitt

Ele foi agraciado com várias condecorações. A companhia, através dele, assegurou as instalações e pessoal para o Campo de Concentração de Auschwitz.

Em vez de pagar os judeus afetados pela Noite dos Cristais, fez o contrário, indenizou os nazistas. Trabalhou estreitamente com o governo para poder localizar as apólices de seguro dos judeus alemães enviados aos campos de morte e se apoderar delas. Durante a Guerra assegurou as propriedades dos judeus, despejando-os, em nome dos nazistas ganhando mais com isso. 

Obs.: Será que a águia do logotipo da Allianz é baseada na águia nazista? Parece bastante, não?

Águia nazista


Standard Oil Company

Empresários americanos continuaram com conluio com a Alemanha mesmo depois da guerra em 1941. Embora houve um decreto que impedia que "comercializassem com o inimigo", mas houve uma exceção dada pelo presidente Roosevelt se caso envolvesse muito dinheiro. Isso fez com que a Standard Oil de Nova Jersey pudesse importar combustível para os nazistas através da neutra Suíça (enquanto a Ford produzia veículos para o Exército na França ocupada) com conhecimento e autorização da matriz.

Assim como a Alemanha e os Aliados, "... Qualquer que fosse o vencedor, os poderes que faziam o país funcionar não seriam prejudicados...", conforme escrito no livro "Comercializando com o Inimigo" de Charles Higham.

Coco Chanel


Quando ouvimos falar de Gabrielle Bonheur Chanel ou seu pseudônimo famoso "Coco Chanel" vem na cabeça a estilista francesa que influenciou a moda mundial.

Gabrielle Bonheur Chanel (Coco Chanel) 

Mas o que muitos não sabem é que ela era agente nazista Abwehr Agent 7124 com o codinome: Westminster na inteligência alemã durante a ocupação nazista na França entre 1940 e 1944 e a guerra. Ela também teve relações com pessoas do primeiro escalão nazista, como Hermann Göring e Joseph Goebbels.  E tudo isso começou quando, após a ocupação ela se envolveu com outro espião nazista, o barão Hans Günter Dinklage cuja função era mediar negociações entre os alemães e pessoas de seu círculo social. 


Coco Chanel com o barão e espião nazista, oficial sênior da Abvehr, Hans Gunther von Dincklage que trabalhava na embaixada alemã em Paris para a Gestapo. 


Por exemplo, ela conseguiu contato para os alemães com o Duque de Westminster que era o sujeito mais rico da Europa na época e até com políticos, como primeiro-ministro britânico Winston Churchill.



Com o duque de Westminster




Chabel com Winston Churchill ao qual tentou convencer

a lutar do lado da Alemanha na Segunda Guerra Mundial



Outro motivo que levou-a a se envolver como os nazistas era para poder conseguir a libertação de seu sobrinho André Palasse. Até aí uma causa nobre. A partir daí, mais nada


Ela disse as seguintes frases com respeito ao seu envolvimento com os alemães:

“Nem todos os alemães eram bandidos”- Coco Chanel durante uma entrevista para a revista Life, na qual tentou justificar o seu envolvimento com o Nazismo

Os franceses tiveram o que mereciam” – Coco Chanel em seu comentário feito durante um os seus famosos jantares no Hotel Ritz


Ela chegou até tentar se livrar de seus sócios judeus que investiram no começo de sua carreira, não obtendo sucesso, para se amostrar a eles (os nazistas). 

Poucos dias depois da libertação de Paris pelos aliados ela rapidamente correu para as ruas para dar garrafas de Chanel No. 5 para soldados americanos. Poucos dias depois, ela foi presa, mas Winston Churchill fez um telefonema, e ela foi logo liberada. Outros que ajudaram-na a ser liberada também foi seus dois amantes, o duque de Westminster, que acabou também tendo caso e subornou seu ex-aliado de colaboração preso pelos partidários franceses subornando-o para mantê-lo em segredo. Ela mentiu sobre praticamente tudo e para todos.

Depois disso Chanel fugiu para a Suíça e lá permaneceu por oito anos, até 1954, com seu amante nazista, vivendo em grande estilo e no auge do luxo.


Kodak

(Logotipo antigo (esq.) e o moderno (dir.)


Uma empresa que faz lembrar de recordações de eventos da vida registradas em fotografias. Mas a empresa também chegou a usar mão-de-obra escrava durante a Segunda Guerra Mundial. As filiais de países europeus neutros chegaram a fazer grandes negócios com os nazistas proporcionando com isso tanto mercado para seus produtos como uma valiosa divisa estrangeira. A filial portuguesa, por exemplo, chegou a enviar seus benefícios para Haia que no momento era ocupada pelos nazistas. Esta empresa chegou não somente a fazer câmeras fotográficas mas diversificaram seus negócios ao produzir gatilhos, detonadores e outros artigos militares para os alemães.

Hollywood

Hitler amava filmes além de usá-los, após descobrir isso, para fins políticos afim de persuadir as massas a pensar e fazer como bem queriam. É tanto que tinha um cinema privativo na Chancelaria do Reich, em Berlim, do qual assitia uma lista de vários filmes junto com convidados. Aí estava uma porta aberta para os estúdios lucrarem também. 

De acordo com o livro The Collaboration: Hollywood's Pact with Hitler ("A Colaboração: O Pacto de Hollywood com Hitler"), de Ben Urwand, diz que Hollywood além de querer o mercado alemão passou a submeter-se à censura nazista e colaborou com a propaganda do regime. Ou seja, como dito no livro: "Assim como outras empresas americanas, os estúdios colocaram os lucros acima dos princípios."

O livro The Colaboration: Hollywood's Pact with Hitler (A Colaboração: O Pact de Hollywood 
com Hitler de Ben Urwand 

Ben Urwand

Nos anos 30, a Paramount, Columbia e outros estúdios ligados a Hollywood demitiram funcionários judeus. 

E ainda mostra que o Hollywood tinha visitas regulares em seus estúdios de oficiais alemães, incluindo Georg Gyssling que era cônsul alemão em Los Angeles e que era também um designado especial para monitorar Hollywood.

Georg Gyssling com a famosa aviadora alemã Elly Beihorn em 1934


Paramount e Columbia: demissão de funcionários judeus na 
década de 1930


20th Century Fox e Warner Bros. Pictures 

Os dois estúdios foram um dos que se achegaram bem a Hitler.

A Fox chegou a alterar o perfil de oficiais alemães no filme, "O Lanceiro Espião", de 1937, por causa que desagradou Hitler. A Warner retirou a palavra "judeu" do diálogo do filme "A Vida de Émile Zola", também de 1937. 


Cartaz em inglês do filme "O Lanceiro Espião" (esq.), lançado pela Fox Films 
e "A Vida de Émile Zola" (dir.) da Warner Bros., ambos de 1937

Nos arquivos nacionais da Alemanha, em Berlim, mostra uma carta que mostra a relação estreita cultivada pela Fox com Hitler. Urwand encontrou-a e ela datava de janeiro de 1938 e foi enviada pela filial alemã da 20th Century-Fox. Nela encontrava a pergunta se Hitler compartilharia sua opinião sobre os filmes americanos. E no final dela, ainda foi assinada com a saudação nazista “Heil Hitler!”.

Jack Warner, que era um dos chefões da Warner Bros., chegou a ser o primeiro a convidar oficiais nazistas até seus estúdios em Los Angeles, pessoalmente, para que palpitassem nos cortes que queriam que fossem feitos nos filmes.

Jack Warner, um dos fundadores da Warner Bros.

Urwand, continuando sua pesquisa, ainda encontrou um livro no qual Jack Warner documentou uma excursão feita no rio Reno com outros executivos de seu estúdio para negócios com a Alemanha após a guerra. E tudo foi feito a bordo de um iate que pertenceu a Hitler, em 1945 como se nada tivesse acontecido a algum tempo atrás.

A MGM também não ficou de fora. 


MGM (Metro Goldwyn Mayer)

Todos os lucros das empresas estrangeiras não podiam sair da Alemanha. Então o dinheiro ficava com as subsidiárias, sem chegar as matrizes que estavam fora do país. Quem não tinha filial e quisesse fazer negócio dentro do país tinha que mandar seus representantes para dar um jeito. A MGM deu um em 1938 quando, seguindo recomendações de nazistas, investiu em armamentos para os alemães durante a guerra segundo historiador Tom Doherty.

O historiador americano da Universidade 
de Brandeis e autor do livro “Hollywood 
and Hitler: 1933-1939" (Hollywood e Hitler: 1933-1939),
Tom Doherty: MGM e armas para os nazistas

Para ir mais além, o chefe da MGM na Alemanha Frits Strengholt, a pedido de Joseph Goebbels, divorciou-se de sua esposa judia e há evidências que ela foi mandada logo em seguida para um campo de concentração.

Urwand descobriu, por acaso, uma entrevista com o roteirista Budd Schulberg em que ele menciona vagamente que Louis Burt Meyer costumava se encontrar com um cônsul alemão em Los Angeles para discutir cortes nos filmes de seu estúdio.

Apesar de ser recente as denúncias, mesmo assim nenhum estúdio se deu ao luxo de manifestar publicamente a respeito disso.

Alguns chegam até a lembrar que todos os que lucraram com o Reich sabiam o que se passava e que, em vez de pensarem em não participar, focaram suas vistas para os lucros que poderiam obter com isso. E muitos destes chefões de estúdios cinematográficos eram imigrantes judeus. E mesmo assim quiseram agradar os nazistas para obter mais lucros com seus produtos e fornecendo armas "por baixo dos panos". Os dois lados da Guerra fazendo os mais variados negócios.

Até mesmo a extinta revista Newsweek noticiou em uma manchete em 1937 que, "O longo braço de Hitler se estende até os estúdios de Hollywood".

O cinema não somente servia para entreter, mas fornecia também ideias e cultura. Com vista nisso, os nazistas conseguiram fazer uma rede global de monitoramento que assegurava que houvesse cortes nos filmes em todos os países e com isso omitisse a verdade carniceira sobre eles. E isso incluiu o próprio Estados Unidos sem este se apercebesse.


DuPont

Esta famosa marca é a que trabalhou descaradamente dos dois lados e ainda quis ir mais longe ainda.

Enquanto a DuPont era a 15ª empresa para contratos de ajuda na produção em tempos de guerra nos Estados Unidos (ela também foi contratada na Primeira Guerra Mundial) e desempenhava um papel importante no chamado Projeto Manhattan em 1943, para o projeto, construção e operação do plutônio em Hanford, Washington e no Oak Ridge National Laboratory, no Tennessee. 

Ao mesmo tempo, Irénée du Pont, que era presidente e chefe da Dupont, além de ter uma fatia expressiva da General Motors, era um fascista fervoroso e admirador de Adolf Hitler, tendo acompanhado a carreira deste de perto desde os anos 20. No dia 7 de setembro de 1926, Irénée discursou diante da American Chemical Society a favor da criação de uma raça de “super-homens” por meio da injeção de drogas em crianças selecionadas, de “raça pura”.

Irénée du Pont (1876-1963) - Fascista admirador de Hitler

Durante os anos 30, o grupo Dupont investiu mui pesadamente na Alemanha nazista por meio das empresas ligadas à sua sede nos Estados Unidos. Apenas pela General Motors, du Pont investiu US$ 30 milhões na já citada I.G. Farben (ela já tinha se tornado a quarta maior empresa do planeta durante a existência do Reich) e que foi responsável pelo Zyklon B usada em campos de concentração, conforme já citado.

Em um depoimento do próprio DuPont a uma comissão do Congresso norte-americano, confessou que estava ciente de que Wendell Swint, seu representante na Europa, concordava em que a I.G. Farben e a Thysen Krupp contribuíssem com meio porcento de sua folha de pagamento para o Partido Nazista e ainda que estava plenamente consciente de que a General Motors contribuía com os nazistas por meio de suas operações na Alemanha, pela empresa Opal.

Já nos Estados Unidos apoiou movimentos de grupos pró-nazismo e fascismo tais como o Lobby pela Liberdade Americana (American Liberty Lobby), os Cruzados de Clark e a Liga da Liberdade. Em 1934, Irénée du Pont e o tenente-general William Knudesn, que também era presidente da General Motors, junto com amigos do Banco Morgan e outros colocaram em movimento um plano para derrubar o então presidente Roosevelt, plano que passaria a se chamar Business Plot [(port: Complô dos Empresários), também conhecido como Complô contra Franklin Delano Roosevelt ou o Putsch da Casa Branca]. Eles teriam disposto de US$ 3 milhões para financiar um exército terrorista criado a partir do modelo do grupo fascista francês Cruz de Fogo. O objetivo da trama era, ou forçar Roosevelt a acatar as ordens deste grupo de empresários e implantar um regime a moda fascista ou executá-lo se ele decidisse não cooperar.

O tenente-general William Signius Knudsen: junto 
com Irénée du Pont financiou grupos pró-Nazismo 
para derrubar Roosevelt da presidência


E houve outros que também quiseram entrar nesta conspiração tais como...

Singer, Goodyear e Sun Oil (atual Sunoco Inc.)

Outros industriais abastados também participaram da trama, tais como Robert Clark, herdeiro da companhia fabricante de máquinas de costura Singer, Grayson Murphy, diretor da Goodyear, e a família Pew, da companhia petroleira Sun Oil. Durante a guerra, estas três empresas estavam envolvidas em operações que visavam auxiliar a expansão nazista na Europa. E tudo isso encabeçado pela família Morgan.


(Da esq para a dir.) Robert Clark (Singer), Grayson Murphy (Goodyear) e os irmãos, John Howard Pew e Joseph Newton Pew Jr., da Sun Oil (atual Sunoco Inc.) - Juntos com du Pont e a J.P. Morgan estavam todos envolvidos em uma conspiração de expansão nazista tanto nos Estados Unidos como na Europa

A fábrica da Singer, por exemplo, localizada na margem Leste do Elba, era utilizada para a fabricação de metralhadoras. A Singer mais tarde trocaria por completo a fabricação de máquinas de costura por contratos com o departamento de Defesa.

Os dois grupos que cumpriam um papel central na trama foi a Legião Americana e a Liga da Liberdade. Ambas fascistas. A Legião Americana era formada e financiada pelos Morgan e por Murphy que em 1919 a utilizou como um grupo de fura-greves contratado. Diversos oficiais de alta patente da Legião Americana estavam associados com esta trama, dentre eles William Doyle e Gerald C. MacGuire. Os conspiradores escolheram o general Smedley Butler , um herói da Primeira Guerra Mundial e líder do grupo fascista dos camisas cáqui, para dirigir o plano 
(ele já foi apresentado na matéria O outro lado do Fascismo - Parte II).

Butler, no entanto, era abertamente contrário ao fascismo, embora Clark Singer tentou várias vezes convencê-lo do contrário, mais ainda quando Gerald MacGuire, um vendedor ligado à Murphy & Co., revelou a conspiração contra o governo para implantar uma ditadura fascista na qual general Hugh Samuel Johnson, um antigo oficial da Administração de Recuperação Nacional, seria posto como como ditador. 


Gerald MacGuire - o vendedor que revelou a conspiração 
fascista nos Estados Unidos

Hugh Samuel Johnson, possível ditador fascista
dos Estados Unidos que seria posto pela elite
econômica

Depois disso, Butler continuou e chegou até a denunciar publicamente Mussolini em 1931. E após o governo italiano exigir um pedido de desculpas, o chefe do FBI John Edgar Hoover se comprometeu ao colocar Butler na prisão depois de processá-lo em um tribunal militar. Tudo isso com as mãos dos financiadores.



General Smedley Darlington Butler - líder dos camisas cáqui

Em julho de 1934, a imprensa ligada aos fascistas norte-americanos (incluindo aí a revista Fortune) começou uma campanha intensiva exaltando as virtudes do fascismo. Em agosto, surgiu a Liga pela Liberdade Americana a qual seria confiada a conspiração no lugar de Butler meses antes. E os fundadores eram homens de confiança de Morgan e du Pont. E neles incluía em seu conselho administrativo: dr. Samuel Hardin Church, que dirigia o Instituto Carnegie em Pittsburg, W. R. Perkins do National City Bank; Alfred Sloan, executivo-chefe da General Motors; Joseph M. Proskauer, ex-juiz da Suprema Corte de Nova York e membro do conselho-geral da Consolidated Gas Company; J. Howard Pew da Sun Oil e financiador do grupo abertamente fascista Sentinelas da República; David Reed, o Senador Republicano da Pensilvânia que declarou em uma sessão do Senado em maio de 1932: "eu não costumo invejar os outros países e seus governos, mas digo que se este país alguma vez precisou de um Mussolini, ele agora precisa de um".



Os outros conspiradores juntos com os Morgan e du Pont: (esq para dir.) Dr. Samuel Harden Church, James Handasyd Perkins, Alfred Pritchard Sloan Jr., o ex-juiz Joseph Meyer Proskauer, o já citado John Howard Pew e o senador David Aiken Reed

Perturbado com tudo isso Butler quis fazer a denúncia entregando todos os envolvidos. Mesmo com esta ameaça, um dos conspiradores declarou: "precisamos de um governo fascista neste país... para salvar a nação dos comunistas que querem acabar com ele e destruir tudo o que construímos na América. Os únicos homens que possuem o patriotismo para fazê-lo são os soldados, e Smedley Butler é o líder ideal. Ele poderia organizar um milhão de homens da noite para o dia".

Mesmo com este falso "elogio" Buttler continuou e informou o governo do golpe que queriam dar. Mesmo sabendo de tudo, o próprio Roosevelt, ficou com medo do que poderia significar a repressão a uma conspiração em que estava envolvidos capitães da indústria de porte como a DuPont e a General Motors tipo uma nova crise nacional, o aborto das expectativas em torno ao crescimento econômico e um novo “crash” em Wall Street. E por causa deste temor decidiu ele próprio, por si, acobertar o caso. Mas, mesmo assim, ele (Roosevelt) formou uma comissão especial (que seria conhecido como comitê McCormack-Dickstein por causa dos juízes que cuidaram do caso) no Congresso para investigar o caso. Todas as provas foram dadas e mesmo com todas elas em mãos e o comitê ter visto que todas eram comprovadamente verídicas.

O resultado final do relatório dizia o seguinte:

"O comitê do Congresso que investiga as atividades anti-americanas acaba de informar que foi provada a existência de uma trama fascista para derrubar o governo; no entanto, nenhum único participante será processado, mesmo diante da linguagem perfeitamente clara da lei contra conspirações existentes no país que faz deste um alto crime. Imaginem qual seria a ação se tal conspiração fosse descoberta entre os comunistas!".

"Nas últimas semanas de existência deste comitê, recebemos evidência mostrando que certas pessoas fizeram uma tentativa de estabelecer uma organização fascista neste país... Não há dúvida de que essas tentativas foram discutidas, planejadas e possivelmente colocadas em execução quando e se os seus financiadores as consideraram possíveis."

Imagem do resultado do relatório da comissão na qual foi provada verídica a conspiração para derrubar o governo de Roosevelt fascista

Ou seja, juntando o medo de Roosevelt, a comissão acabou dando oportunidade para estes conspiradores milionários desmentirem e, como resultado, ninguém foi punido. O governo acabou decidindo arquivar as evidências e agir como se nada houvesse acontecido e fazer com que Butler parecesse ser um mentiroso. 

Quando o relatório final do comitê foi publicado, a revista Time chegou a dizer o seguinte na época:

Disse que seus membros "... pretendiam relatar que uma investigação de dois meses os havia convencido de que a história de uma marcha fascista em Washington era alarmantemente verdadeira” e “(...) também alegou que foram encontradas provas definitivas de que a marcha fascista em Washington, que seria liderada pelo aposentado General Smedley Butler, foi realmente contemplada."

Mesmo com tudo isso, os demais jornais acabaram ajudando ainda mais a acobertar o caso visto que muitos dos principais do país eram abertamente pró-fascistas e juntando com o poder dos conspiradores, a cobertura dada à conspiração foi completamente nula e o assunto rapidamente caiu no esquecimento.

Segundo Paul Comly French, jornalista do Philadelphia Record e do New York Post, segundo algumas das alegações de Butler em seu relato, mencionou, além da Du Pont e o National City Bank, o envolvimento da empresa Remington Arms Co.

A empresa de armas e munições mais antiga 
dos Estados Unidos, Remington: também uma possível 
colaboradora da implantação do fascismo nos Estados
Unidos junto com a DuPont e National City Bank

Conclusão: Depois de tudo isso, a própria DuPont continuou sua rotina tranquilamente. Em 1950, concordou e participou na construção da Savannah River, na Carolina do Sul, como parte do esforço para criar uma bomba de hidrogênio e seguiu bem até se tornar a segunda maior empresa química do mundo. E as demais continuaram sem sofrer nenhum problema ou cobrança futura.

Adidas e Puma

A empresa de equipamentos desportivos que muitos acham que seu nome seja a abreviação da frase em inglês All Day I Dream About Sports (em inglês: Todos os dias eu sonho com esportes), na verdade leva o nome de seu fundador alemão, Adolf Dassler (a junção de seu apelido “Adi” com a abreviação de seu sobrenome “Das” de Dassler), foi fundada em 1920 em Herzogenaurach, próximo de Nuremberg. Em 1924, seu irmão Rudolf Dassler [o “Rudi” (vai-se saber que graças ao grande lucro que já haviam ganho com a mão-de-obra escrava fez pensar em criação de outra) se juntou a ele. Mas, em 1948, acabou dando origem a sua rival, intitulada originalmente de Ruda (iniciais de Rudolf Dassler usando a mesma ideia do seu irmão) que mais tarde, graças ao comentário de um amigo de Rudi que disse que o termo Ruda soava estranho, meio sem sentido fez Rudolf concordar e resolver mudar a marca para Puma que era uma palavra com som bastante parecido e que ainda tinha uma vantagem ao se referir ao simbólico felino nativo do continente americano que também simboliza velocidade, rebatizando-a assim.

Os irmãos Dassler 

Esta foi uma empresa que dá graças ao regime nazista por se tornar uma marca conhecida internacionalmente. Inicialmente chamada Gebrüder Dassler Schuhfabrik (em alemão, Fábrica de Sapatos Irmãos Dassler).


A Gebrüder Dassler Schuhfabrik 

Sua fama teve início nos Jogos Olímpicos deverão de 1936 ao convencer o velocista afro-americano Jesse Owens a usar seus sapatos tornando-o o primeiro atleta afro-americano a ser patrocinado pelos irmãos Dassler. 

Jesse Owens: primeiro garoto propaganda internacional da Adidas
Famoso por ser o negro que se destacou nos Jogos Olímpicos na Berlim nazista 

Após este ter conquistado quatro medalhas de ouro, o sucesso deste confirmou a reputação dos calçados Dassler entre os esportistas despertando, a partir de então, o interesse de treinadores de várias equipes nacionais. 

Na guerra, a fábrica foi usada para a fabricação dos lançadores de foguetes alemão chamado Panzerschreck projetados para perfurar a armadura de tanques aliados. 

A arma antitanque da Adidas

A tal ruptura da associação dos irmãos, mencionada acima, começou em 1943, quando Adi e sua esposa subiu em um abrigo antibomba em que Rudolf e sua família já estavam. Ao Adi dizer: "Os bastardos sujos estão de volta", referindo-se aos planos de guerra dos aliados, Rudolf pensou que seu irmão estava dizendo sobre ele e sua família. Depois que Rudolf foi pego por soldados norte-americanos e acusado de ser um membro da Waffen SS, ele se convenceu de que seu irmão o havia entregue. Concluindo a separação em 1947.

A fábrica em Dolbury foi usada para a produção de armas antitanque durante a guerra. Ela quase foi destruída por forças norte-americanas em abril de 1945, mas depois foi poupado quando a esposa de Adi, Käthe, convenceu de que a empresa e seus funcionários só estavam interessados ​​na fabricação calçados esportivos. Depois disso a Adidas faturou após a ocupação pelas Forças Americanas tornando-se estes grandes compradores de sapatos dos irmãos Dassler. Depois disso, a sede do grupo ainda permanece na Alemanha, mas os produtos são agora fabricados quase exclusivamente fora dela. A produção foi largamente deslocada para o Sudeste da Ásia.

Assim como, com toda certeza, ocorria com todas as empresas sob o regime nazista a Adidas tem continuado como antes com a exploração de funcionários por não respeitar os direitos trabalhistas das pessoas nos países de produção. E as maiores vítimas tem sido os trabalhadores da Indonésia.

Segundo denúncias, há referências para a baixa taxa de salário por hora pago aos trabalhadores indonésios. Segundo o grupo de campanha Labour Behind the Label ("Trabalho atrás da Etiqueta") alegou que o salário básico dos trabalhadores indonésios na Adidas era de apenas £ 10 por semana. Já os operários do sul da cidade chinesa de Dongguan tinham que trabalhar até tarde da noite para fazer bolas.

Embora tenha entre 2006 e 2007 rejeitado muitos dos seus fornecedores que apoiaram sindicatos para subempreiteiros com registros de direitos trabalhistas menos respeitáveis na prática não confirmou estas normas. Na fábrica em Panarub, Java, 33 trabalhadores foram demitidos depois de bater por melhores salários em 2005. Na fábrica PT Kizone na Indonésia a Adidas tem recebido várias críticas em relação ao tratamento dos trabalhadores. Eles produziram produtos para a Adidas como Nike e os Dallas Cowboys até ser fechada em janeiro de 2011 demitindo 2.686 trabalhadores devendo e recusando a pagar o montante em dívida de 1,4 milhões de euros (US$ 3 milhões) em indenizações e benefícios. A Nike contribuiu com 1.500 mil dólares, mas a Adidas, após pressão mundial se reuniu com os trabalhadores e somente ofereceram vales alimentação no valor de 43 euros, nada mais. Nisso acabou dando início a uma campanha chamada United Students Against Sweatshops ("Estudantes Unidos contra Fábricas Exploradoras") no qual pede as universidades para reduzir contratos com Adidas. Assim como a sua concorrente, a Nike, é acusada também de exploração e trabalho infantil nas chamadas sweatshops ("fábricas exploradoras") de lucro.

Como se não bastasse, de acordo com o jornal brasileiro O Globo e o alemão TAZ, o grupo fez em 22 de maio de 2009 no Rio de Janeiro a "Adidas House Party" na casa que havia decorações com suásticas e memorabilias nazistas: um quadro de um oficial nazista, desenho na borda da piscina semelhante a uma suástica e outro quadro, da Marinha alemã. A Adidas informou que desconhecia a existência dos símbolos, que não foi notada e lamentou o fato alegando que se tivesse conhecimento teria certamente solicitado a pronta retirada dos mesmos ou uma mudança no local do evento. 

Festa da Adidas em Mansão Nazista?

http://oglobo.globo.com/blogs/cuenca/posts/2009/05/23/festa-da-adidas-em-mansao-nazista-189027.asp

Mas com antecedente ligado a nazistas mão iria levar a desconfiar?



Com tudo isso em nossa mente após sabermos de tudo isso, nós aprendemos que: "todos os grandes empresários aproveitarão de todas as formas de governo, não importando se elas são ditaduras ou democracias, para ter seus lucros.

E ainda mais de ditaduras pois nestas os lucros são bem maiores.

Por isso que não há interesses destes em acabar com ditaduras socialistas tais como a China pois as grandes multinacionais desejam, e muito, a mão-de-obra barata que são oferecidas por elas.

Sim, as mesmas, parecidas ou até mesmo piores serviços nos quais se empregam a mão-de-obra escrava, como as usadas pelo regime nazista, continuam até hoje enquanto vivemos na tranquilidade de nossas casas usando produtos de marcas da moda.

E contribuímos, em muito, para que isto continua, quando somente queremos consumir marcas de multinacionais tais como Nike, Zara, Primark entre outras, somente porque é moda ou porque nossos amigos, colegas, conhecidos ou vizinhos a usam. Tais usufruem de grandes lucros e poucos gastos nos países que são falsamente tachados de "comunistas" ou "socialistas" pois estes impõem o trabalho a qualquer custo seguindo a ideologia de Karl Marx a risca e bem de perto, ao máximo possível, conforme expressa em seu livro O Manifesto Comunista entre outras de suas obras suas e que somente serviu para deificar tanto o trabalho como o materialismo e tudo que está ao seu redor. Ao seu extremo. Os mesmos nem sabem ao certo o significado original de tais palavras. Estes somente servem para escravizar seus compatriotas para agradar os grandes economistas ou chamados meta-capitalistas para se manterem no poder e usufruir do luxo sem ter o perigo de perder um dia tais.

Exemplos de produtos do mundo capitalista que são fabricadas com mãos de países socialistas. E possivelmente com mão-de-obra obrigatória por longas horas:


Etiquetas de marcas de tênis importado nas quais mostram que foram fabricadas em países ainda "comunistas" ou "socialistas" como o Vietnã (esq.) e o já bem conhecido "Made in China", da China (dir.) e o logotipo do anúncio da Nikon, empresa japonesa, de uma nova fábrica de câmeras DSLR sua no Laos.
Contrastes trabalhando juntos para o "lucro".

Os famosos charutos cubanos: da ilha socialista para 
a mesa da classes altas capitalistas de fora de Cuba


O bolo Choco Pie da empresa sul-coreana Orion fabricada

no Complexo Industrial de Kaesong com mãos norte-coreanas

para o mundo


Veja as seguintes reportagens:

Mulher compra vestido e encontra mensagem com pedido de socorro


Este pode ser o reflexo de todos os demais trabalhadores oriundos destes países - vítimas de exploração ao extremo. 

Todas as formas de governo, quer sejam "socialistas" ou "comunistas" ou mesmo "fascistas", que diziam "ser os opositores dos ricos", são todos uma grande farsa que visa agradar uma minoria. Milionária, logicamente. E sempre o farão quando chegar ao poder e tê-lo em suas mãos. E farão isso para mantê-lo. Quer sejam como os italianos fascistas e os alemães nazistas ou outro qualquer, todos andarão de "mãos dadas" ou serão "capachos" (marionetes) dos meta-capitalistas. Não existe uma forma de governo que não seja submisso a tais. Se surgir um que se oponha a eles, é descartado na hora o mais breve possível.

Com tudo isso vemos também que o Nazismo em si não acabou. Simplesmente mudou sua máscara e vive disfarçado quer seja de comunismo, socialismo, liberalismo, etc. São tudo a mesma coisa e servem ao bel prazer dos da Elite Globalista. Afinal de contas, um foi criado, ou surgiu, ou foi desenvolvido a partir do outro ou a partir deste ou daquele. E todos a partir da tese (Capitalismo) + Antítese (Comunismo) = Síntese (Socialismo), baseado nas ideias de Friedrich Hegel. 


Todas as formas de governos da história moderna e atuais seguem esta linha de raciocínio, quer seja fascista, nazista, liberalista, socialistas, como os atuantes nos países da atualidade como China, Laos, Vietnã, Cuba e Coréia do Norte, ou em suas diversas formas. São todos resultados de tal tese posta em prática. 

E continuarão sempre a fazer isso até que algo ponha fim ao caminho deles. 

Apesar da longa pesquisa apresentada aqui e dos exemplos citados, ainda há muito oculto a ser desvendado. E no presente momento está acontecendo mais, e futuramente haverá mais a descobrir.

E no futuro, com certeza, haverá ainda mais que aproveitarão usando governos totalitários.

E cabe a cada um, ao saber, denunciar e ajudar a quem denuncia para que a maioria não seja ignorante e participe (por apoiar) do sustento da continuação das obras iníquas destes que como Eclesiastes 8:9 bem descreve ao dizer... 

... "Tudo isto... [tem-se]... visto... em todo o trabalho que se tem feito debaixo do sol... que homem tem dominado homem para seu prejuízo."

Obs.: O título da postagem foi baseado no título do livro I Paid Hitler (traduzido no Brasil por Erico Veríssimo como: Eu financiei Hitler, edição da Livraria do Globo, Porto Alegre) de Fritz Thyssen, escrito pelo jornalista Emery Reves.

As versões inglesa e portuguesa do livro "Eu financiei Hitler" (I paid Hitler) ditadas por Fritz Thyssen no qual conta tanto a sua responsabilidade como a de outros empresários na ascensão do Nazismo no poder na Alemanha